22/07/2015

Bancários reivindicam mais contratações e fim da GDP em negociação com a Caixa

Os sindicatos e a Caixa voltaram a se reunir nesta quarta-feira, dia 22, para mais uma rodada de negociações da mesa permanente. Entre outros pontos, os representantes dos empregados cobraram a imediata contratação de mais bancários, o fim da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a revisão do Processo Seletivo Interno (PSI) e a revogação do desconto dos trabalhadores que aderiram ao Dia Nacional de Luta contra o PL da terceirização.

A reunião foi realizada em Brasília e os bancários de Pernambuco foram representados pela secretária de Formação do Sindicato, Anabele Silva. Segundo ela, a negociação não teve 
avanços. 

“Estamos às vésperas do início de mais uma campanha salarial e até agora temos reivindicações que não avançaram na mesa de negociações permanentes. Precisamos ampliar a mobilização dos bancários para pressionar a Caixa e garantir mais conquistas para os empregados”, diz Anabele.

>> Seis de agosto é dia de intensificar a luta por mais empregados para a Caixa

Promoção – Depois de muita luta, os trabalhadores conseguiram nas negociações passadas a alteração da política de promoções da Caixa, substituindo nomeações das chefias pelo Processo Seletivo Interno que, na teoria, deveria garantir condições justas para a ascensão profissional. Porém, após diversas alterações sem consulta aos funcionários, o processo perdeu a objetividade, lisura e transparência.

Em ofício enviado à Caixa no dia 22 de junho, a Contraf-CUT reivindicou a criação de um comitê paritário para acompanhar e sugerir melhorias no PSI para formação de banco de habilitados. Na negociação desta quarta, o banco novamente frustrou os trabalhadores ao recusar a criação da comissão para debater formas do PSI ser mais justo e eficiente na identificação de talentos pela própria Caixa.

Os representantes da Caixa alegaram, mais uma vez, que as reclamações que chegaram ao conhecimento da empresa estão dentro da normalidade e que o processo pode passar por aprimoramento. Mas mantiveram a posição de não criação do comitê paritário.

"A nossa reivindicação é que, tendo em vista as falhas verificadas na prova, os empregados que não passaram na seleção possam se inscrever nos PSICs", ressalta Fabiana Uehara Proscholdt, diretora da Contraf-CUT. A Caixa ficou de avaliar o pleito.

GDP – Os bancários voltaram a exigir o fim da Gestão de Desempenho de Pessoas. A GDP foi imposta de forma unilateral e contribui para a precarização das relações de trabalho, por meio da cobrança individualizada de metas e incentivo à concorrência entre bancários.

Entretanto, em resposta, o banco informou que irá manter a implantação do programa, que desde 1º de julho funciona nas gerencias médias e até 2016 deve ser ampliado para cobrar metas pessoais de todos os empregados.

Empregos – De dezembro de 2014 a março de 2015 houve saldo negativo de 1.188 postos de trabalho na Caixa, sendo que no mesmo período foram abertas 10 agências, evidenciando a urgência de aumentar o quadro de empregados.

Na reunião desta quarta, os interlocutores da Caixa alegaram que o banco vai cumprir o que está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. Ou seja, a contratação de mais 2 mil empregados até dezembro de 2015. No entanto, ao fixar este número durante a campanha salarial do ano passado, não havia perspectiva de realização do PAA, o que acarretou a saída de mais de 3 mil trabalhadores.

Em 2014, quando o ACT foi fechado, a Caixa já havia atingindo a marca de 101 mil empregados, o que significa que o total chegaria a 103 mil no final deste ano. Na prática, porém, aconteceu exatamente o contrário. No último dia 30 de junho, a empresa informou no Diário Oficial da União que o seu quadro de pessoal era de 97.975 providos, implicando em uma redução considerável do número de empregados.

Dia descontado – Outra importante reivindicação apresentada aos representantes da Caixa foi a revogação do desconto de quem aderiu ao Dia Nacional de Luta contra o PL da Terceirização, ocorrido em 29 de maio. Os sindicatos têm atrasado a abertura de agências e realizado abaixo-assinados contra esta postura do banco. Na negociação, a Caixa considerou a possibilidade de negociar a questão e ficou de dar uma resposta concreta posteriormente.

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