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17/09/2013
Bancos já pressionam bancários para furar a greve em Pernambuco

A greve dos bancários ainda nem começou, mas os bancos que operam em Pernambuco já estão ameaçando seus funcionários e armando esquemas de contingenciamento para tentar enfraquecer a paralisação. O Sindicato tem recebido uma série de denúncias que mostram verdadeiras afrontas ao direito de greve dos trabalhadores praticadas por quase todos os bancos.

Segundo a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues, todos os grandes bancos privados estão montando esquemas de contingenciamento para obrigar os funcionários a furarem a greve em Pernambuco.

“Os bancos privados estão obrigando os seus funcionários a entrarem às cinco horas da manhã no trabalho para evitar a mobilização que geralmente se instala na porta das agências e departamentos. Muitos gerentes estão estabelecendo metas de visitas a clientes para que os bancários trabalhem fora de suas unidades e, assim, evitem a mobilização e, principalmente, a participação na greve. Muitos gestores, inclusive, querem que os bancários voltem para a agência às 16h com a relação dos clientes visitados”, conta.

Suzineide diz que não são apenas os bancos privados que estão promovendo essas práticas ilegais com seus trabalhadores. “Temos denúncias de que o Banco do Brasil pretende transferir, neste período de greve, cerca de 120 bancários que trabalham no CSO (Centro de Suporte Operacional) para um cinema desativado no Recife, onde o BB já instalou cinquenta computadores. Estamos acompanhando de perto estas denúncias e não vamos permitir que os bancos pressionem os bancários ou armem esses contingenciamentos para enfraquecer a greve”, afirma.

Suzi ressalta que os bancários que se sentirem pressionados pelos gestores ou forem convocados para participar de alguma contingência procurem o Sindicato pelo telefone 3316-4233.

Greve é um direito legal - A greve é um direito do trabalhador, previsto na Constituição e regulamentado pela Lei Nº 7.783/89. É garantida pelo Estado porque é a única forma de o trabalhador exercer pressão por seus direitos diante de uma negociação fracassada com o empregador. Em outras palavras, o direito de greve existe para equilibrar a correlação de forças, já que o empregador detém o poder econômico. Outro aspecto importante da Lei de Greve é que ela proíbe ao empregador a dispensa de trabalhadores ou a contratação de funcionários substitutos durante a paralisação.

“No caso dos bancários, cada vez que entramos em greve, os banqueiros fazem de tudo para enfraquecer o movimento. Uma das estratégias é o contingenciamento, por meio do qual obrigam os trabalhadores a furar a greve”, comenta Suzineide. Diz a Lei de Greve: "É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho".

As instituições financeiras fazem isso de várias formas: realocando os bancários para outros prédios; mudando o horário de entrada dos empregados, que muitas vezes são obrigados a iniciar o expediente no meio da madrugada; ou mesmo alugando helicópteros para transportar os trabalhadores; sem contar a pressão e ameaça que exercem sobre funcionários para que não participem do movimento.

Fonte: Seec PE
Criado por: Fábio Jammal e Postado em: 17/9/2013 22:08:25
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