04/11/2015

NOVEMBRO AZUL: Sindicato adere à campanha de prevenção ao câncer de próstata

O Sindicato está participando da Campanha Novembro Azul. Conhecida mundialmente como Movember, o movimento de prevenção e combate ao câncer de próstata busca conscientizar os homens sobre a importância das visitas ao urologista para o diagnóstico precoce de tumores na próstata.

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais frequente no sexo masculino depois do câncer de pele e o sexto mais comum no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Mas as chances de cura para quem descobre o tumor precocemente são de até 95%. Mesmo assim, a taxa de letalidade entre os diagnosticados no Brasil é de 20%, enquanto nos EUA não chega a 12%.

Para os especialistas, isso reflete a postura do homem brasileiro de não frequentar o consultório do urologista com a frequência necessária. “É mais uma herança dessa nossa cultura machista, que impede os homens de buscar um consultório médico para tratar de questões que envolvam seus órgãos genitais ou reprodutores. Todo mundo ganha quando a gente muda essa cultura: homens e mulheres”, afirma a diretora do Sindicato, Janaína Kunst.

Uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia envolvendo 3.500 homens constatou que 51% dos indivíduos do sexo masculino não procuram o urologista. Os entrevistados tinham mais de 45 anos, idade já considerada de risco para o desenvolvimento da doença.

O médico deve ser consultado anualmente a partir dessa idade porque o câncer de próstata é assintomático, ou seja, não há qualquer sinal de que o indivíduo tenha o tumor antes que ele chegue a um nível crítico.

O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, é uma das raras exceções: ele costuma seguir as recomendações dos especialistas e consulta anualmente um urologista. “As mulheres são mais cuidadosas e costumam procurar o ginecologista com mais frequência. Precisamos criar este hábito entre os homens e evitar o desenvolvimento de uma doença que pode ser facilmente tratada quando diagnosticada a tempo”, diz o dirigente.

Caso a doença seja descoberta no início, o paciente poderá passar por uma cirurgia que irá retirar a próstata. Atualmente, esses procedimentos são minimamente invasivos e já são feitos com o auxílio de robôs.

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