16/06/2017

Bancários do Itaú denunciam precarização do plano de saúde



Funcionários do Itaú que fazem uso do plano de saúde Unimed, recorreram ao Sindicato dos Bancários de Pernambuco para denunciar o mau funcionamento do convênio. Segundo eles, além do sistema de marcação de consultas e procedimentos ser lento, muitas vezes o plano limita a quantidade de tratamentos solicitados pelos médicos.


O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e usuário do plano, João Rufino, possui uma doença no joelho que requer sessões de fisioterapia para combater inflamações e recuperar movimentos. Ele critica o atendimento oferecido pela Unimed. “Preciso aguardar semanas para conseguir a autorização para minhas sessões de fisioterapia, sem ouvir nenhuma justificativa ou recebo em quantidade inferior às solicitadas pelo médico. Isso é uma falta de respeito com o trabalhador que além de causar constrangimento pode provocar a evolução da doença”.


Outra situação crítica é de Sérgio Guimarães, funcionário do Itaú há mais de 30 anos, que descobriu um câncer há cerca de um ano. Ele é portador de um cateter e, como parte do tratamento da doença, precisa fazer a manutenção do equipamento mensalmente. Mas, tem encontrado dificuldade de conseguir autorização para o procedimento. “Todo mês é a mesma coisa. Eu faço a solicitação mas só consigo a autorização com quatro ou cinco dias, mesmo sendo um procedimento de rotina e extremamente necessário. É uma situação difícil ficar no aguardo da liberação do plano, porque além do transtorno, a espera pode agravar o meu quadro clínico”, revelou.


Não bastasse o deficit no atendimento, há dois anos o Itaú estabeleceu, unilateralmente, uma separação no tipo de assistência prestada para os novos funcionários. Enquanto os antigos contavam com assistência familiar, os benefícios para os novatos se restringem ao uso pessoal. Segundo o secretário João Rufino, com essa decisão o plano se tornou um serviço de mercado, não mais solidário. “Sabemos que o banco tem condições de oferecer um seguro saúde de melhor qualidade, mas não tem se esforçado para isso. Além dessa decisão trazer prejuízos aos funcionários, a categoria pode entender como se a instituição estivesse criando dois tipos de classe trabalhadora e beneficiando apenas uma delas”, avalia.


O Sindicato está trabalhando para identificar as maiores carências relacionadas aos serviços prestados e já procurou o setor do banco que trata desse assunto. As demandas serão levadas à próxima reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE). 

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