09/08/2017

Comando Nacional dos Bancários apresenta à Fenaban termo de compromisso contra malefícios da reforma trabalhista




Na tarde desta terça-feira(8), o Comando Nacional dos Bancários apresentou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)um conjunto de propostas para  Termo de Compromisso que proteja os empregos, assegure os direitos históricos e que restrinja os atos nefastos que podem advir da reforma trabalhista e de outras legislações que tramitam no Congresso Nacional.

A 19ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no fim deste mês de julho, foi clara e objetiva ao delimitar os rumos da categoria nesta negociação.

"O fato da reforma trabalhista ter sido aprovada não vai nos paralisar. Muito pelo contrário, só vai intensificar mais nossa luta. Somos determinantemente contra uma legislação que esfrega na nossa cara um poder ainda maior do empregador sobre o empregado, quando coloca o acordado sobre o legislado. Não existe negociação justa quando um lado tem artilharia e o outro vem de peito aberto. O nome disso é exploração", afirma.  

Na oportunidade, o Comando Nacional ainda apresentou uma proposta de antecipação dos calendários das mesas bipartites, também decidida na conferência nacional da categoria."Nós queremos antecipar a resoluções dos pontos pendentes nessas mesas, dando assim, um poder maior para este importante instrumento de negociação conquistado pelos bancários”, explicou Roberto von der Osten.

As comissões bipartites estão marcadas para 5 de setembro, Saúde no Trabalho; 11 de setembro, Segurança Bancária; 18 de setembro, Igualdade de Oportunidades e; Acompanhamento Cláusula de Prevenção de Conflitos, 21 de setembro.

Cláusulas da CCT

A reunião desta terça-feira foi marcada para dar continuidade às negociações sobre as cláusulas 37 (monitoramento de resultados), 62 (criação de centros de realocação e requalificação profissional) e 65 (adiantamento emergencial de salários nos períodos transitórios de afastamento por doença), que se estendem desde o final de 2016.

Sobre a cláusula 37, os bancários mantêm a posição contrária à divulgação do “ranking individual de trabalhadores”. “A divulgação do ranking individual, expondo quem eram os melhores e quem eram os piores dos locais de trabalho, se transformou num instrumento de tortura, assédio e humilhação. Em bom momento conquistamos o seu fim. Os bancos querem agora rediscutir um modo de divulgar alguns melhores, mais já sabemos onde isso vai acabar. Nosso temor é que alguns gestores se aproveitem desta e voltem a cobrar de forma agressiva que os trabalhadores sejam ‘os melhores’”, esclareceu o presidente da Contraf-CUT.

Diante da resistência do Comando Nacional, a Fenaban propôs uma nova negociação para o dia 24 de agosto. “A expectativa é que consigamos definir os pontos relativos à cláusula 62”, finalizou von der Osten.

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