09/08/2017

Pesquisa aponta ambiente insalubre no cotidiano dos avaliadores de penhor



Diante da insistência da Caixa Econômica Federal na retirada do adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa-Contraf/CUT) vai apresentar ao banco a Pesquisa sobre Condições de Trabalho e de Saúde dos Avaliadores de Penhor, feita com base em questionários respondidos pelos trabalhadores e enviados por sindicatos de bancários de todo o país. O relatório deverá ser entregue até o final de agosto.


Entre outros pontos, o documento trata dos transtornos por exposição aos produtos químicos e tempo de trabalho dos avaliadores. O relatório alerta que a prática do dia-a-dia operando caixa, atendendo clientes e realizando outras tarefas, limitam ou impedem o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPIs). Traz ainda relatos sobre os equipamentos coletivos e outras evidências que demonstram a persistência de ambientes nocivos e insalubres.


A partir da investigação, infere-se que as condições justificam a necessidade de classificação desses agravos, definição de uma política específica para o setor e o pagamento do adicional de insalubridade. A pesquisa foi desenvolvida pelo médico perito Luiz Paulo Kauffmann, que assessora o Sindicato dos Bancários de São Paulo, e solicitada pela CEE/Caixa, com vistas a reforçar a urgência de medidas que garantam um ambiente salubre nas unidades de penhor.

“A Caixa deveria preocupar-se em melhorar as condições de trabalho dos avaliadores e não em economizar, suspendendo o pagamento do adicional de insalubridade. Contestamos a decisão da direção do banco de retirar esse direito, baseada em parâmetros tecnicistas, desvinculados do que os avaliadores sentem em seu dia-a-dia”, diz Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa-Contraf/CUT e diretor da Fenae.

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