20/10/2017

Em diálogo com Levante, CUT discute estratégias de formação para a juventude



Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a política de ataques a direitos comandada pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB) tende a prejudicar principalmente os jovens, que enfrentam maior dificuldade de conseguir emprego e estão mais sujeitos à demissão.

Um estudo divulgado em setembro pelo IPEA aponta que medidas como a Proposta de Emenda Constitucional 55 (PEC 55), que limita por 20 anos os investimentos do governo em serviços básicos como educação pública, tendem a aprofundar esse cenário ao jogar para baixo a qualidade de formação da classe trabalhadora.

A atual conjuntura já aponta para um crescimento preocupante: o índice de jovens que foram dispensados e migraram para o desemprego subiu de 5,2% para 7,2% em cinco anos. Além disso, dos 13,5 milhões de desempregados no Brasil no primeiro trimestre deste ano, 65% tinham menos de 40 anos.

De olho nessa situação e na degradação que a Reforma Trabalhista tende a impor para as novas gerações, o presidente da CUT, Vagner Freitas, reuniu-se com jovens liíderes do Levante Popular da Juventude nesta quinta-feira (19) para debater caminhos na formação de jovens trabalhadores.

Para o presidente nacional da Central, Vagner Freitas, é necessário trabalhar uma visão classista junto às novas gerações para que elas sejam capazes de ampliar a frente em defesa da democracia.  

“O estudante precisa de uma formação para se tornar um trabalhador que, além de exercer sua atividade, também entenda a importância de lutar por seus direitos desde cedo, especialmente em época de ataque à carteira de trabalho”, apontou o dirigente.

Vagner apontou, por exemplo, a necessidade de discutir caminhos que abram e aprofundem o diálogo com a juventude da periferia como uma maneira de resistir às várias formas de golpe.

“Estamos vivendo um momento em que podemos dar resposta ao golpe. Temos condições de criar uma alternativa para voltar à normalidade democrática e avançar tanto em políticas para a juventude como para a classe trabalhadora.

Batalha comum

Diretora do Levante e vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Jessy Dayane destacou a importância da parceria da CUT  com a entidade e ressaltou que a luta sindical casa diretamente com a estudantil na defesa de um país mais justo e igualitário.

“Nossa luta é para que a juventude não esteja presa só nas questões corporativas. Temos de lutar por escola, mas também para que esteja presente nas greves e na luta da classe operária. Até porque, a luta contra Reforma Trabalhista e em defesa da Previdência é uma bandeira intimamente relacionada com o futuro da juventude”, afirmou.

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