01/12/2017

Oposição boicota campanha em defesa dos bancos públicos, mas é derrotada na Justiça



O Ministério Público do Trabalho (MTP) indeferiu no último dia 13 de novembro uma denúncia do grupo de oposição contra a campanha em defesa dos bancos públicos realizada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco em defesa dos bancos públicos, entre outros itens. No último dia 25 de setembro, o grupo opositor denominado “Enfrente” apresentou “Denúncia para defender a entidade contra a gestão temerária”. Conforme avaliação da direção da entidade, o objetivo dos opositores é confundir a categoria e induzir o MPT a erro.


Em sua decisão, o MPT é taxativo ao afirmar que tanto o plano de trabalho, quanto a execução orçamentária são aprovados e legitimados nos fóruns deliberativos da entidade, a exemplo da Diretoria Executiva, do Pleno do Sistema Diretivo e das assembleias dos trabalhadores. Aponta a conclusão: “Face ao exposto, não se vislumbrando, por ora, hipótese de atuação do Ministério Público do Trabalho, diante da ausência de indícios de lesão ou ameaça a direitos coletivos e difusos com repercussão social, INDEFIRO A INSTALAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL para apuração dos fatos denunciados, com fulcro no art. 5º, alínea a, da Resolução nº 69/2007, do CNMPT [...].” A peça na íntegra pode ser acessada clicando aqui.


Mesmo após a decisão do MPT favorável à atual gestão, a direção da entidade decidiu chamar uma auditoria externa para analisar as contas. A inspeção não vai apenas verificar a lisura contábil, mas também se houve descumprimento das normas, bem como observar se ocorreram mudanças de procedimentos entre as distintas administrações. Em paralelo, ingressará com ação judicial contra os autores da acusação por prática de difamação e de calúnia.


“Afirma o sábio ditado popular: quem não deve, não teme. Por isso, vamos disponibilizar todas as ferramentas necessárias para garantir total transparência às nossas contas. A oposição está desesperada diante dos seus sucessivos fracassos, e agora tenta também, sem sucesso, induzir o MPT a erro. É mais um intento infeliz para desestabilizar o producente e reconhecido trabalho da gestão em curso, objetivando tão somente conquistar o comando da entidade no tapetão ou, no mínimo, antecipar a disputa eleitoral de maneira irresponsável e mesquinha, colocando assim em risco a missão primeira da instituição de defender a categoria e seus interesses coletivos”, avalia a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.


A presidenta lamenta ainda que os opositores, além de tentarem boicotar o trabalho da instituição, que prejudica sobretudo os trabalhadores bancários, não estão cumprindo com suas responsabilidades como diretores. “Não bastassem os boicotes e as inverdades praticadas por esta fração, importa denunciar que esta vem usando as concessões e os recursos do mandato sindical em benefício próprio, utilizando o tempo que deveria ser dedicado à defesa dos bancários e de suas causas para usufruto pessoal. Vale destacar que esse grupo decidiu não participar das instâncias deliberativas do Sindicato, ausentando-se inclusive de todas as atividades em defesa dos trabalhadores”, revela.


Para a secretária-Geral, Sandra Trajano, a existência de uma oposição é salutar ao processo democrático, mas observando os limites da responsabilidade. “É preciso saber ser oposição para não comprometer as grandes bandeiras nem colocar em risco a liberdade e a autonomia sindical em nome de um projeto de poder umbilical, como vem sendo praticado por esse pequeno grupo que anda por aí espalhando boatos e semeando o divisionismo para sentar-se na cadeira da presidência”, lamenta.


“Nossa entidade é histórica e referência de grandes lutas, inclusive, contra o poder normativo da Justiça. Usar desse artifício, com falsas verdades, é querer macular essa imagem, e isso não podemos aceitar! É uma falta de serenidade e respeito aos bancários pernambucanos. Na história do nosso sindicato sempre existiram as divergências formadas por pensamentos e grupos políticos plurais, mas partir para esse tipo de atitude, de pessoas que estiveram no passado nessa mesma luta, é no mínimo uma irresponsabilidade”, pondera o dirigente Alan Patrício.


Segundo o secretário de Administração, Geraldo Times, tais ataques dos opositores não vão comprometer o trabalho que o Sindicato vem realizando com sucesso. Ele destaca a realização de dezenas de atividades de rua dialogando com a população sobre a importância dos bancos públicos, e estamos recebendo o apoio dos mais diversos movimentos sociais, além de termos conquistado o não fechamento das agências do Banco do Brasil nas cidades de Escada, Bezerros e Ipubi e reintegração de mais de 50 funcionários de bancos privados, só neste ano de 2017. “Com união e trabalho, vamos avançar mais na luta diuturna pela proteção dos direitos dos bancários, em favor de nossa Convenção Coletiva de Trabalho, em defesa dos bancos públicos e do emprego e, consequentemente, contra a reforma trabalhista e a privatização das empresas estatais”, garante.


Com a finalidade de contribuir para que os bancários possam compreender melhor as questões postas, a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, concedeu entrevista.  Confira aqui.

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