14/12/2017

Sindicato afirma que mobilização é a única forma de barrar a Reforma da Previdência

Enquanto as instituições financeiras devem R$ 124 bilhões para a União, o presidente ilegítimo Michel Temer – que se aposentou aos 55 anos e recebe mais de R$ 30 mil – não mede esforços para colocar em votação a nefasta Reforma da Previdência e, assim, cobrar que a conta do falacioso déficit seja paga pela população brasileira.




De acordo com as regras propostas pelo governo, o trabalhador precisará contribuir para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) durante 40 anos para receber o valor integral da aposentadoria. A reforma também prevê a elevação da idade mínima, que será de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres.


Apesar de todo o investimento financeiro e político, o governo Federal está enfrentando dificuldades para aprovar a reforma da Previdência. O assunto chegou a ser retirada da pauta da Câmara dos Deputados devido à forte pressão popular.


Apesar da vitória conquistada pelos trabalhadores nas ruas, os setores conservadores continuam tentando articular a aprovação da medida. Na última quarta-feira (13), o Palácio do Planalto chegou a divulgar nota informando que pretende discutir a data da votação da reforma com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo Maia, a discussão sobre a reforma será realizada em 2018, após o Carnaval. 


O governo aponta a reforma como a única solução para sanar o suposto rombo de R$ 151,9 bilhões nos fundos da Previdência Social. Entretanto, esconde da população que o verdadeiro problema é o desvio de recursos para outros setores. Segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), o total de recursos da seguridade destinados a Desvinculação de Receitas da União (DRU) chegou a R$ 91,8 bilhões (2016).


Por trás das discussões políticas, os banqueiros também atuam para forçar a aprovação da medida, que impedirá que milhões de pessoas consigam se aposentar por meio da previdência pública. Os pagamentos para a previdência privada, inclusive, já registraram alta de 28,94% em setembro deste ano, no comparativo com o mesmo mês em 2016, segundo os dados da Fenaprevi.


“Os banqueiros financiaram o golpe em 2016 e agora estão cobrando a conta ao governo. Até agora, com muita luta, conseguimos impedir que a Reforma da Previdência fosse aprovada. Mas, precisamos continuar mobilizados porque estão manobrando para tentar implementar a medida ainda neste ano”, conclui a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.

Regras para os servidores públicos


O tempo mínimo de contribuição para que os servidores tenham direito à aposentadoria será de 25 anos, com o valor correspondente a 70% da média salarial. As regras atuais possibilitam aos servidores públicos que entraram em 2012 o direito de receber até o valor integral de seu salário. Com as regras previstas na proposta reciclada do governo, para o servidor/a atingir o valor integral, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31 -, terá de contribuir por 40 anos.

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