18/12/2017

Com redução da meta, benefícios serão achatados



Diretores eleitos da Funcef vieram a público anunciar que a meta atuarial dos planos de benefícios da Funcef será reduzida de 5,5% para 4,5%. Com isso, em meio à crise econômica, a diretoria da fundação demonstra total incompetência para reverter o deficit e transfere aos participantes o ônus dessa incapacidade. Simulação feita por especialistas a pedido da Fenae, mostra que com a nova taxa, um participante que contribui com R$ 1.000,00 ao mês terá uma redução de 16% no valor de seu benefício na hora de se aposentar ou terá que trabalhar por mais três anos para manter o valor da aposentadoria a que faria jus com a meta original.


De acordo com a simulação, ao longo de 30 anos de contribuição, com a meta a 5,5%, o participante acumularia reserva de R$ 875 mil. Com a mudança na chamada taxa de retorno, só será possível juntar R$ 750 mil. A simulação não leva em conta os efeitos da inflação no período.


“Milhares de participantes que estão na ativa continuarão pagando o mesmo valor de contribuição, mas terão um benefício consideravelmente menor. Alguém perguntou para eles se concordam com isso?”, questiona Fabiana Matheus, diretora de Saúde e Previdência da Fenae. Na última quarta-feira (15), a Federação enviou à Funcef ofício solicitando a realização de uma consulta aos participantes sobre a proposta de mudança na meta atuarial. Contudo, a medida anunciada pelos diretores ainda não foi aprovada no Conselho Deliberativo.


A situação conforme o plano de benefícios

Como informam os próprios diretores da Funcef, o ajuste proposto demandará mais R$ 6,6 bilhões em reservas matemáticas. Esse montante terá que vir de algum lugar. No Reg/Replan, os benefícios poderão sofrer descontos, tais como as contribuições extraordinárias do equacionamento. Afinal, a redução de 1p.p. na rentabilidade esperada gerará resultado menor. Já nos planos de contribuição variável, o baque acontecerá na hora da aposentadoria. Aqueles vinculados ao Novo Plano e ao REB poderão não sentir o impacto agora, mas a conta chegará.


Forma e momento são equivocados

A diretora da Fenae explica que reduzir a meta no momento em que os planos de benefícios estão com deficit não é uma iniciativa adequada, pois a necessidade de compensação das reservas só agravará o quadro deficitário. “No passado, já houve redução da meta atuarial nos planos da Funcef, utilizando-se para tanto o superávit que havia na ocasião, sem precisar sacrificar o participante”, comenta a diretora da Fenae.

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