16/02/2018

Fenae convoca empregados da Caixa a participarem do Dia Nacional de Luta contra o fim da aposentadoria



Contra a reforma da Previdência do ilegítimo governo Michel Temer e contra a retirada de direitos. Será esse o mote da participação dos empregados da Caixa Econômica Federal e de toda a categoria bancária no Dia Nacional de Luta, convocado para a próxima segunda-feira (19) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelas demais centrais sindicais, em mais uma nova etapa de mobilização contra o retrocesso no país e em defesa da democracia, da cidadania e da justiça social. Brasil afora, o foco dos protestos será a paralisação das atividades e serviços em toda a cadeia produtiva, naquilo que poderá culminar na maior Greve Geral da história republicana protagonizada pela sociedade brasileira.

A Fenae, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), convoca os empregados da Caixa e bancários de outras instituições financeiras públicas e privadas a aderirem nesta segunda-feira (19) ao Dia Nacional de Luta com Greve Geral contra a famigerada proposta de reforma da Previdência, prevista para ser votada no Congresso Nacional ainda neste mês de fevereiro. Ocorre que a PEC 287-A, que prevê mudanças drásticas nas atuais regras de aposentadoria, prejudica a classe trabalhadora e beneficia os rentistas, empresários e banqueiros.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, afirma que “a reforma da Previdência acaba com a proteção social a milhões de trabalhadores no Brasil e tem como objetivo favorecer o capital financeiro e o rico mercado de previdência privada”. Ele argumenta ainda que essa medida do governo Temer pretende também acabar com a previdência complementar fechada (os chamados fundos de pensão), transferindo a administração dos planos de benefícios para a previdência aberta, de modo a aumentar o lucro dos bancos.  

Partindo da falsa premissa de que a Previdência pública é deficitária, o governo Temer quer fazer um ajuste desnecessário para reduzir direitos e benefícios. Só que essa reforma visa impor a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres, o fim da política de valorização do salário mínimo, a desvinculação entre piso previdenciário e salário mínimo e a exigência de um mínimo de 25 anos de contribuição para ter direito à aposentadoria por idade. Tais propostas, sem dúvida, revelam as más intenções deste governo de destruir o conceito de Seguridade Social, abrigado na Constituição cidadã de 1988, desprezando até mesmo as perspectivas de aumento da idade média de aposentadoria decorrente da implantação da fórmula 85/95, aprovada pelo Congresso Nacional após negociações com as centrais sindicais.

“É fundamental lutarmos contra todos os ataques aos direitos dos trabalhadores, para que sejam preservadas a solidez da Previdência social e as garantias previstas na Constituição”, diz Jair Ferreira. Segundo ele, as investidas da sociedade em defesa das atuais regras de aposentadoria e da democracia devem vir acompanhadas da mobilização em defesa da Caixa 100% pública, referendada pela campanha “Defenda a Caixa você também”, deflagrada pela Fenae e por outras entidades representativas em outubro do ano passado.

Em defesa do direito à aposentadoria, Jair Pedro Ferreira lembra que dia 19 de fevereiro será de luta e a Fenae conta com a participação de todos os empregados da Caixa nesse processo de mobilização nacional.

Cresce adesão à greve contra o fim da aposentadoria

De acordo com informações divulgadas pela CUT, a adesão ao Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência em 19 de fevereiro, segunda-feira da próxima semana, cresce em todo o Brasil. Em praticamente todos os estados, diversas categorias profissionais realizaram assembleias e decidiram cruzar os braços, a exemplo de motoristas de ônibus, bancários, metroviários, servidores públicos, petroleiros, metalúrgicos, químicos, rodoviários e professores.

Atos, protestos e paralisações estão programados para cidades do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Em comum a todas essas iniciativas, a defesa da Previdência pública, com denúncia aos parlamentares que estão se posicionando a favor da reforma do ilegítimo governo Temer, e a defesa do Estado Democrático de Direito e por nenhum direito a menos.

 

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