10/04/2018

Sindicato conquista três reintegrações nesta segunda-feira (9)



Onze reintegrações registradas só neste ano. Na manhã desta segunda-feira (9), a bancária Gianngeisela Soares Cordeiro, do Bradesco - Concórdia, foi a primeira reintegrada do dia. Já no período da tarde, a reintegração de Ygor Roberto de Deus, funcionário do banco Itaú – Recife/Conselheiro, contou com a presença da presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, e do secretário de Assuntos Jurídicos, João Rufino. A terceira reintegração foi do bancário Lednilson da Silva Soares, do Bradesco, localizado na Caxangá.

Essas são conquistas do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, demonstrando o aguerrido trabalho realizado em defesa dos direitos da categoria. No ano de 2017, 58 bancários foram reintegrados.

“Quando tomamos conhecimento das demissões injustas, logo adotamos todas as providências cabíveis para que nossas companheiras e companheiros sejam reintegrados. Com muito empenho e qualificação técnica, temos conquistado vitórias importantes nesses processos”, avalia Suzineide.

Gianngeisela, funcionária do Bradesco há quase oito anos, foi diagnosticada com Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/Dort) após ser demitida. Desligada no dia 8 de fevereiro deste ano, a bancária volta às suas atividades neste dia 10 de maio.

“Fui muito bem acolhida por todos do Sindicato. A atenção que recebi e o cuidado que todos tiveram em buscar uma solução para meu caso, foram determinantes para o resultado positivo.Não sabia que o Sindicato estava tão bem preparado para este tipo de situação. Todos estão de parabéns”, disse Gianngeisela.

O caso de Ygor Roberto não difere da maioria das demissões ilegais. O bancário foi demitido no dia 13 de novembro do ano passado, mesmo quando fazia uso contínuo de analgésicos para não se afastar das suas atividades. “Fiz de tudo para continuar trabalhando da melhor forma possível. Mesmo sentindo muita dor, relutei para que meu trabalho não diminuísse de ritmo, mas o resultado foi a demissão. Procurei o Sindicato e consegui realizar todo procedimento necessário para reverter a situação”, comemora.

Lednilson Soares, 27 anos de Bradesco, foi demitido no dia 9 de janeiro. Mesmo com Síndrome do Pânico comprovada, agravada por depressão em decorrência do ambiente de trabalho, o banco alegou outras razões e afastou o bancário. 

“Hoje em dia os bancos tratam os funcionários apenas como números. Fui tratado como gente no Sindicato, onde tive a oportunidade de conversar e apresentar todo problema que venho passando. Estou muito feliz com esta minha reintegração, voltando para minha atividade de gerente administrativo no próximo dia 23 de abril”, esclarece.

João Rufino ressalta a importância dos bancários demitidos realizarem o processo de desligamento no Sindicato, já que muitos erros estão sendo cometidos na hora de calcular a indenização e/ou de notificar o funcionário afastado.

“Só vamos conseguir reverter uma demissão ilegal caso a bancária ou o bancário nos apresente sua situação. Já estamos sentindo o reflexo da reforma trabalhista e se não lutarmos, há uma enorme possibilidade de elevação das demissões. O Sindicato não vai parar de lutar contra retirada de direitos já conquistados, fortalecendo-se cada vez mais contra essas arbitrariedades”, conclui.

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