24/05/2018

Sindicato realiza ato em defesa do Saúde Caixa



Nesta quinta-feira (24), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizou um ato público em defesa do Saúde Caixa. Criado em 1966, o plano de saúde dos empregados da Caixa Econômica Federal atualmente corre o risco de acabar em razão das resoluções publicadas pelo governo federal que atingem todos os planos de autogestão das empresas estatais. 

A atividade ocorreu no prédio da Superintendência da Caixa, para denunciar o novo ataque aos direitos da categoria. Com o mote “Saúde Caixa: eu defendo”, os dirigentes sindicais também visitaram a agência Ilha do Leite e o departamento jurídico da Caixa para alertar os empregados.

A Resolução 23ª da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) publicada pelo governo federal e a recente alteração no Estatuto da Caixa propõem um aumento significativo para os empregados no custeio do Saúde Caixa. 

Na avaliação da empregada da Caixa, Cândida Fernandes, a proposta tornará o Saúde Caixa financeiramente inviável. “O modelo atual de gestão do Saúde Caixa foi conquistado pela categoria, com apoio das entidades sindicais, em 2004. Por decreto, o governo do golpista Michel Temer quer retirar esse direito. Impor um custo dividido em 50% entre a empresa patrocinadora e os funcionários tornaria o plano totalmente inviável, principalmente para os aposentados. Não tem salário de funcionário da Caixa que consiga comportar esse custo”, afirma.

Atualmente os empregados contribuem com 2% do salário para manutenção do plano. Os custos totais são divididos entre todos os participantes, sendo 30% responsabilidade dos empregados e 70% da patrocinadora.  Além de mudar a proporção do custeio, a proposta estabelece um limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação da Caixa nessas despesas, à revelia do modelo de custeio previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que vigora até 31 agosto.

“A retirada de direitos vem sendo colocada desde a implantação da terceirização e da reforma trabalhista. Agora, a Resolução 23ª da CGPAR desmonta o Saúde Caixa, assim como a Cassi no Banco do Brasil e a Camed no Banco do Nordeste. O que está posto por este governo é o atendimento aos interesses de uma agenda do empresariado. Por isso, querem acabar com os planos de autogestão para que os funcionários recorram a um plano de mercado”, revela a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano.

Na oportunidade, os empregados foram convocados para engajarem-se na luta em defesa do Saúde Caixa e da Caixa 100% Pública. “A determinação já entrou em vigor e a Caixa tem 48 meses para colocar em prática. Então, temos que lutar para que a Caixa não implemente. Para impedir que esse direito seja retirado os empregados precisam participar dos atos, paralisações e da greve”, conclui o diretor do Sindicato, Cléber Rocha.

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