08/06/2018

Saúde Caixa: o que pode mudar?



O atual modelo de custeio do Saúde Caixa, que se mostra sustentável e superavitário, está ameaçado. Mensalidades mais altas, cobranças por faixa etária e exclusão dos aposentados estão entre as mudanças que virão para prejudicar os empregados da Caixa.


Implementado em julho de 2004, o modelo vigente estabelece que a Caixa pague 70% das despesas assistenciais, e aos usuários, cabem os outros 30%.


“Algumas resoluções do governo golpista e a recente alteração no estatuto da Caixa propõem um limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação da Caixa nessas despesas, descumprindo o que está previsto no nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O plano se tornará financeiramente inviável para os empregados”, avalia a diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada sindical, Cândida Fernandes.


Em janeiro deste ano, o Ministério do Planejamento publicou as resoluções CGPAR nº 22 e 23, com determinações para que as empresas estatais reduzam despesas com a assistência à saúde de seus trabalhadores. As novas medidas podem comprometer o futuro da política de assistência à saúde dos trabalhadores da Caixa.


Um seminário em defesa dos planos de saúde de autogestão das empresas estatais está previsto para o dia 28 de junho, com a participação de representantes de usuários do Saúde Caixa, Cassi, Postal Saúde, AMS/Petrobras e PAS/BNDES.  

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