20/06/2018

Sindicato realiza ato em defesa do Saúde Caixa e da Cassi



Nesta quarta-feira (20), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realiza atos alusivos ao Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi e do Saúde Caixa, nas agências do Banco do Brasil - Cais do Apolo e da Caixa - Conde a Boa Vista, no Recife (PE).


Para marcar a data, os dirigentes sindicais visitaram os escritórios digitais e departamentos de ambos os bancos para alertar os funcionários sobre as medidas do governo federal para desmontar os planos de autogestão.


“Esse é mais um golpe contra as bancárias e os bancários e não vamos aceitar os retrocessos impostos pelo governo federal aos direitos da categoria conquistados com muita luta. Mesmo com altos lucros, os bancos prosseguem fechando agências, reduzindo o quadro de pessoal com os planos de demissão voluntária e mudando a forma de custeio dos planos de saúde visando a ampliar seus lucros já exorbitantes”, protesta a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.


No caso do BB, a proposta aumenta a contribuição dos associados de 3% para 4% e mantém a contribuição patronal em 4,5%, além de quebrar o princípio da solidariedade ao instituir pontos previstos pela Resolução nº 23 – CGPAR, onerando apenas o corpo funcional.




Atualmente, a Cassi conta com a participação de 100 mil funcionários e 130 mil dependentes. Se o critério uniforme de cobrança para todos os associados deixar de ser aplicado, com cobrança por dependente, e somado a isso a coparticipação aumentar muitos associados pagarão até 10% de seu salário.


Na avaliação da secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, a medida tornará o plano inviável para os participantes que serão forçados a recorrer aos planos de mercado. “Os novos funcionários não terão direito a Cassi, assim como os aposentados também não. O custo para os que permanecerem no plano será elevado e assim a instituição morrerá por inanição”, afirma.


No que se refere ao Saúde Caixa, a empresa paga, desde 2004, 70% das despesas assistenciais do Saúde Caixa e os usuários os outros 30%. Atualmente com a CGPAR nº 23 e a recente alteração no Estatuto da Caixa, estipulou-se o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação do banco nessas despesas, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).


A diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada sindical pela Caixa, Cândida Fernandes, ressalta a inviabilidade das modificações na forma de custeio do Saúde Caixa para os empregados da Caixa.


“Na atual conjuntura do país, onde os bancos aumentam seus lucros ano após ano, é inaceitável que a Caixa siga com esse plano de mudança. A forma atual de custeio do Saúde Caixa é um direito conquistado e não vamos abrir mão do atual modelo. Para muitas companheiras e companheiros, o formato apresentado pelo banco vai comprometer parte importante do orçamento, obrigando, assim, a saída do plano de saúde”, destaca.

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