20/07/2018

Bancos não apresentam solução para saúde e condições de trabalho dos bancários em terceira rodada de negociação



Pressão para o cumprimento de metas excessivas, assédio moral e sobrecarga de trabalho. Essas são algumas das causas de adoecimento da categoria provocadas pela gestão abusiva dos bancos. A terceira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018 entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta última quinta-feira (19), tratou sobre os temas Saúde e Condições de Trabalho. Contudo, não houve avanços nas reivindicações cruciais apresentadas pela categoria bancária.

Dentre as pautas estão: o fim da revalidação dos atestados médicos apresentados pelos trabalhadores; alteração da Cláusula nº 29 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece critérios para a criação de juntas médicas que avaliam o trabalhador afastado; fim do desconto integral do adiantamento emergencial do salário, com proposta que o desconto seja efetuado no limite de 30% do valor líquido do salário; mudança da Cláusula nº 27, que trata da estabilidade dos aposentados por invalidez; e a participação dos sindicatos no Programa de Retorno ao Trabalho previsto na Cláusula nº 45 da CCT.

Entretanto, a Fenaban não atendeu às reivindicações dos trabalhadores, afirmando que irá voltar ao tema e apresentar propostas ao final da Campanha. 

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, a postura da Fenaban na mesa de negociação põe a categoria em estado de alerta. “Embora possua todas as condições, a Fenaban não tem atendido às reivindicações dos bancários. As condições de trabalho são questões fundamentais que nos preocupam porque os bancos estão lucrando de forma exorbitante, explorando ao máximo as trabalhadoras e os trabalhadores bancários. A categoria está mobilizada em todo o País e não vai aceitar a intransigência dos banqueiros. Neste caso, entrar em greve é uma possibilidade real”, adverte.

A Fenaban concordou apenas em realizar reuniões para que os bancários possam acompanhar as iniciativas dos bancos sobre o Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho.

Acerca dos temas desta mesa, os dados comprovam o alarmante índice de adoecimento da categoria. O setor bancário é o que mais gera gastos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): 21,2% do total de afastamentos do trabalho por transtornos depressivos recorrente; 18% por transtornos de ansiedade; 14,6% por reações ao estresse grave; e 17,1% do total de afastamentos do trabalho por episódios depressivos.

As próximas rodadas de negociação serão realizadas em 25 de julho (Emprego), e 1º de agosto (Cláusulas Econômicas), quando a Fenaban se comprometeu a apresentar uma proposta final para os trabalhadores.

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