09/09/2019

Grito dos (as) Excluídos (as) denuncia injustiças do sistema econômico no Brasil



Com o lema "Esse Sistema não Vale, Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade", milhares de trabalhadores (as), estudantes, integrantes de movimentos sociais, a Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais e pastorais da Igreja Católica realizaram a 25ª edição do Grito dos(as) Excluídos(as). O Sindicato dos Bancários de Pernambuco participou do ato no Recife (PE), em defesa dos direitos, da soberania, dos bancos públicos e da Previdência pública.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, destaca a participação da entidade. “Estamos denunciando a situação da Amazônia que está em chamas, a destruição das nossas empresas públicas, as privatizações, a retirada de direitos e os cortes na Educação. Os bancários e a sociedade brasileira não podem ficar calados. Esse grito representa a nossa voz, a nossa força, a nossa vontade de ter um Brasil melhor", afirma.

A mística de abertura realizou-se na Praça do Derby, às 9h, com a apresentação de crianças da Turma do Flau, de Brasília Teimosa, que interpretaram a música “A Ordem do Inverso”, e a representação do massacre ao povo indígena. Vestidos de preto, em protesto contra as queimadas criminosas na Amazônia, a população saiu em marcha pela Avenida Agamenon Magalhães, no bairro do Derby, às 11h. O trajeto seguiu até o Parque Amorim e retornou à Praça do Derby, onde estavam fixos um palco de apresentações, feirinha de economia solidária e barracas para alimentação.

O Coordenador Geral do Grito dos Excluídos - Recife, Marcos Silvestre, explica a escolha do lema central, "Esse Sistema Não Vale". "Sabemos que o sistema econômico em que nós vivemos é injusto. As riquezas do Brasil estão sendo privatizadas, levadas para fora do Brasil, e as políticas públicas sucateadas e os direitos humanos atacados", ressalta. 



A defesa da Educação, do meio ambiente, da aposentadoria e da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram as principais bandeiras levadas pelos participantes no Recife. O Sindicato participou do processo de construção do ato. “A construção do Grito dos Excluídos acontece há 1 ano, no Recife, com reuniões semanais no MTC, com as pastorais, movimentos sociais e sindicatos. Hoje, mostrarmos que esse grito nosso é de independência, que hoje não existe no Brasil, por causa desse governo", afirma o dirigente do Sindicato e membro da comissão de organização do Grito, Ronaldo Cordeiro. 

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, também prestigiou a 25ª edição do evento. ““O Grito dos Excluídos foi uma iniciativa da CNBB e que tem cumprido o seu papel profético. Diante de um mundo com tantas turbulências, diante de um Brasil com tantas dificuldades, nós não podemos ser omissos, temos que lutar em defesa dos pobres, dos mais necessitados. A independência é importante, mas, absolutamente, não podemos aceitar a situação de morte em que vive o nosso povo”, conclui.

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