22/01/2010

A gente não quer só salário

Estamos mais uma vez começando os preparativos para a nossa Campanha Nacional Unificada. No final de maio tivemos os Congressos do BB, da Caixa e do BNB, onde debatemos nossas pautas específicas, que são negociadas diretamente com a direção de cada banco. Isso também acontece com o Bradesco, Itaú, Santander, HSBC.

Em julho teremos a Conferência Nacional dos Bancários, onde trabalhadoras e trabalhadores de todos os bancos vão elaborar nossa pauta geral de reivindicações, que será negociada com a Fenaban. Antes, teremos os encontros regionais e estaduais.

Com essa organização, a categoria bancária é referência para trabalhadores do Brasil e do mundo. Com muita luta, conquistamos uma Convenção Coletiva Nacional, que garante os mesmos direitos para os bancários do país inteiro.

E nossas conquistas vão muito além das questões econômicas, como o piso, reajustes e participação nos lucros e resultados. Temos diversas cláusulas sociais, como a licença-maternidade de seis meses, que precisamos manter em nossa Convenção e ampliar, com a inclusão de mais direitos.

Vale destacar que mesmo com todos os avanços conquistados pelos bancários, temos uma lista imensa de problemas que vivemos no dia a dia e que queremos ver solucionada, começando pela contratação de mais funcionários. Todos os bancos sofrem com falta de pessoal, alguns chegando a níveis insuportáveis. O resultado é sobrecarga de trabalho, extrapolação de jornada e doenças ocupacionais.

Com toda tecnologia e modernidade dos bancos, ainda encontramos constantemente condições insalubres, como aparelhos de ar-condicionado sem manutenção, calor excessivo, mobiliário inadequado. A pressão por metas cada vez mais inatingíveis resulta muitas vezes no assédio moral.

A insegurança é outro fantasma que aflige cotidianamente os trabalhadores dos bancos. Assaltos e sequestros acontecem de forma assustadora, causando, além da violência física, danos emocionais muitas vezes irreversíveis.

Plano de cargos e salários, previdência complementar, plano de saúde, incentivo à educação, licenças maternidade e paternidade são alguns pontos que precisamos incluir e/ou avançar na nossa Convenção Coletiva.

Por tudo isso é que a gente não está se preparando apenas para mais uma campanha salarial. Na Campanha Nacional Unificada a gente luta por muito mais.  Afinal, a gente não quer só salário. A gente quer salário, saúde, segurança, perspectiva, igualdade de oportunidade, qualidade de vida.
Nossa unidade e organização é que vão dar o tom da nossa luta e conquistas. Com a participação de cada bancária e de cada bancário nas atividades de mobilização do Sindicato, nas reuniões, assembleias, protestos e paralisações é que continuaremos a construir melhores condições de vida para a classe trabalhadora.
Junte-se a nós!

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