Lançado o Comitê Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco


Foi
lançado nesta terça, dia 23, em Pernambuco o Comitê Memória,
Verdade e Justiça, que luta pela abertura dos documentos do período
da ditadura militar e para levar ao banco dos réus aqueles que
desrespeitaram os direitos humanos durante o regime. “No golpe
de 1964 aproximadamente 470 personalidades do movimento sindical,
estudantil e intelectualidade, 10 mil exilados, 22 mil torturados e
tudo isso está impune”, afirmou o ex-preso político, sociólogo
e presidente do Centro Cultural Miguel Lisboa, Edval Nunel Cajar.

O
lançamento do comitê foi realizado no Centro Cultural Rossi Alves
Couto, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). E o tom dos
discursos foi de crítica à anistia ampla, geral e irrestrita. “O
conteúdo, aparentemente apaziguador, da Lei da Anistia, na prática,
esconde os interesses dos grupos dominantes e torna-se responsável
por várias violações dos direitos humanos, entre os quais a
impunidade e a ausência do direito à memória, à verdade e à
justiça”, declarou Marcelo Santa Cruz. Ele foi interrompido,
diversas vezes, com aplausos dos presentes.

O procurador-geral
MPPE, Aguinaldo Fenelon, presente ao evento, manifestou apoio do
órgão: “Estamos abrindo as portas do espaço que dispomos como
forma de fortalecimento da cidadania, porque é importante olhar para
o passado para se ver bem no futuro”, disse ele. Segundo Fenelon, a
comissão tem um objetivo importante de esclarecer e resgatar toda a
verdade, para que não fique impune aqueles que torturaram e deixaram
uma “mancha” na cidadania brasileira.

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