O Itaú voltou a ser
alvo de bandidos nesta quinta-feira, 15 de setembro. Desta vez, a
investida aconteceu na agência do Bairro Novo, Olinda, antes do
início do expediente. Durante dez minutos, a gerente, o vigilante e
um motorista de uma empresa terceirizada viveram momentos de tensão,
sob a mira das armas de dois homens. Os bandidos não conseguiram
concluir seu intento, pois a bancária afirmou que não tinha a chave
do cofre e os dois se assustaram depois que um cliente bateu na
porta. Levaram carteiras, celulares e fugiram no carro do motorista
da Translopes.
Com esse caso, já são dez assaltos a bancos
em Pernambuco este ano, a maioria deles no Itaú. O banco, que já
era a instituição financeira com maior fragilidade na segurança,
está piorando a situação. Ao invés de aumentar os investimentos
em equipamentos de proteção e cumprir as exigências da nova lei
municipal, está retirando as portas com detector de metais e
modificando o projeto de segurança para pior. O Sindicato realizou
protesto no dia 6 de setembro e a preferência dos bandidos pelo Itaú
mostra que os bancários têm razões de sobra para protestar.
>> Sindicato protesta contra irresponsabilidade do Itaú com a segurança bancária
O
Sindicato orienta às vítimas de assalto para que procurem a
entidade para preenchimento da CAT (Comunicação de Acidente de
Trabalho). Caso, no futuro, o trabalhador comece a manifestar
sintomas de estresse pós-traumático, o documento vai atestar que se
trata de acidente de trabalho, garantindo os direitos devidos. “E
vale lembrar que, na maioria das vezes, os sintomas de problemas
psíquicos decorrentes de situação traumáticas começam a aparecer
somente algum tempo depois. Por isso, é importante que o bancário
tenha a CAT preenchida”, orienta João Rufino, secretário de Saúde
do Sindicato.