Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quinta

Após 16 dias de greve, os bancos finalmente romperam o silêncio e entraram em contato com o Comando Nacional dos Bancários para retomar o diálogo. Nova rodada de negociações ficou marcada para esta quinta-feira, dia 13, às 16h, em São Paulo. Após o encontro com a Fenaban, os sindicatos se reúnem com o Banco do Brasil e com a Caixa para retomar as discussões sobre as reivindicações específicas.

A presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, já viajou a São Paulo para participar das negociações. Segundo ela, é importante que os bancários fortaleçam ainda mais a greve nesta quinta para forçar os bancos a apresentarem uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores.

“A greve está muito forte, estamos entrando no 17º dia de paralisação e graças à nossa mobilização conseguimos garantir a retomada das negociações, que estavam interrompidas desde o dia 23 de setembro. Agora, precisamos ampliar ainda mais a greve nesta quinta-feira para que os bancos se sintam pressionados e apresentem uma proposta decente para o Comando Nacional dos Bancários”, ressalta Jaqueline.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban, o que significa apenas 0,56% de aumento real. 

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Força da greve – Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo.

“Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda”, ressalta o presidente da Contraf-CUT.


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