A Organização das Cooperativas Brasileiras espera que o Conselho
Monetário Nacional (CMN) autorize neste mês a criação de um fundo
garantidor de crédito. De acordo com o gerente do Ramo Crédito da OCB,
Silvio Giusti, atualmente o setor conta com cerca de 1,2 mil
cooperativas. Desse total, aproximadamente 550 já têm fundos
garantidores. A ideia, discutida com o governo, é estabelecer um padrão e
criar um fundo único.
“A criação do fundo vai permitir que o cooperativismo tenha mais poder
de competitividade”, disse Giusti. O setor bancário tem o Fundo
Garantidor de Créditos (FGC) desde 1995. O FGC é uma entidade privada,
sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos
depositantes e investidores em caso de intervenção ou liquidação de
instituições financeiras. A garantia do FGC não abrange depósitos feitos
em cooperativas.
Segundo Giusti, o fundo das cooperativas, assim como o FGC, deve
oferecer garantia até R$ 70 mil de depósitos por CPF (pessoa física) ou
CNPJ (empresas), em caso de liquidação.
No futuro, acredita o gerente, o fundo das cooperativas também poderá
funcionar como sistema de apoio financeiro para as entidades do setor
com problemas de liquidez (recursos disponíveis).
De acordo com dados do Banco Central, os depósitos em cooperativas
cresceram 21,2%, ao passar de R$ 38 bilhões, em dezembro de 2011, para
R$ 46 bilhões, em junho deste ano. O patrimônio apresentou expansão de
10,6%, ao chegar a R$ 17,6 bilhões, e os empréstimos cresceram 9,9%,
ficando em R$ 41,6 bilhões em junho deste ano.