Os bancários do
Bradesco do Janga paralisaram as atividades nesta quinta-feira, dia
18, em protesto contra a falta de segurança. A unidade, inaugurada
em julho, não cumpre os itens de segurança previstos em lei e foi
assaltada duas vezes nos últimos doze dias. A paralisação durou o
dia todo.
“O objetivo do protesto é cobrar do Bradesco mais
responsabilidade com a vida dos bancários e clientes”, explica o
diretor do Sindicato, Adeílton Filho, funcionário do Bradesco. Ele
conta que a agência é um convite aos bandidos, já que não tem
porta com detector de metais, vidros blindados, biombos entre os
caixas e nem cabine para proteger os vigilantes.
“Em apenas
doze dias, essa agência foi assaltada duas vezes. Uma no dia 5 de
outubro e outra nesta quarta-feira, dia 17. Estamos protestando para
denunciar o descaso do banco com a segurança. A situação que
encontramos aqui ontem, logo após o assalto, era de muita tensão.
Os funcionários estavam desesperados, chorando e passando mal. O
Sindicato está aqui hoje para exigir que os direitos dos empregados
do Bradesco sejam respeitados”, explicou Adeílton.
>> Ouça reportagem sobre o protesto na Rádio dos Bancários
>> Veja a galeria de fotos do protesto
>> Leia matéria sobre o primeiro assalto ao Bradesco Janga, em 5 de outubro
>> Leia matéria sobre o segundo assalto, em 17 de outubro
Entre os clientes, a apreensão e o clima
de insegurança também davam a dimensão do problema. O aposentado
Salomão de Holanda Santos foi taxativo quanto à segurança no
local: “É carente. É necessário e urgente que a segurança
seja reforçada. O banco tem de colocar câmera, porta giratória.
Essa é a única agência do Bradesco aqui no bairro e é essencial
que ela funcione com mais segurança para todos nós”, expressou
Salomão.
Já a secretária de Finanças do Sindicato,
Suzineide Rodrigues, destacou que a entidade garantiu que o banco
prestasse assistência psicológica aos trabalhadores da agência.
“Ontem, assim que tomamos conhecimento do assalto, viemos aqui para
fazer o acompanhamento e dar as orientações aos bancários. Hoje
retornamos à agência para garantir que os funcionários
continuassem a ser atendidos pela psicóloga. Vale destacar que esse
atendimento é uma grande conquista que garantimos na nossa Convenção
Coletiva depois de muita luta. Inclusive, a gente defende também que
este atendimento psicológico seja estendido aos vigilantes e
terceirizados, porque o trauma não é só para os bancários. O
trauma é para cada pessoas que trabalha nessa agência”,
justificou Suzineide.