A reestruturação no
CSO e CSL (Centros de Suporte Operacional e Logístico) do Banco do
Brasil voltou a ser tema de discussão entre o Sindicato e os
representantes do banco. Desta vez, a reunião foi com a
Superintendência e o encontro tratou, também, dos abusos que vem
sendo cometidos no processo de compensação das horas paradas
durante a greve.
Segundo o superintendente Júnior Pordeus,
não existem orientações para elaboração de planilhas e outros
instrumentos de pressão para a compensação das horas paradas
durante a greve. “O normativo
contraria a Convenção Coletiva e tem provocado alguns abusos ao impor a utilização de
horas-extras para efeito de compensação. Nós reiteramos que a
extensão da jornada deve ocorrer de acordo com a necessidade do
serviço, e não como forma de punir quem exerce o direito de greve”,
afirma o secretário geral do Sindicato, Fabiano Félix.
Segundo
Fabiano, o próprio superintendente afirmou que, até 31 de outubro,
30% das horas já tinham sido compensadas. “Ou seja, os
funcionários estão tendo esta iniciativa de compensar as horas
paradas. No entanto, o normativo do banco está fazendo com que os
trabalhadores se revoltem com a pressão e os abusos”, diz.
O
assunto já foi denunciado pelo Sindicato à SRT (Superintendência
Regional do Trabalho). Nacionalmente, a Contraf-CUT (Confederação
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) também está se movimentando
para barrar o normativo do banco.
Reestruturação –
No quesito reestruturação do CSO e CSL, o Sindicato cobrou da
Superintendência uma postura mais firme no que diz respeito às
informações sobre quantidade de vagas disponíveis na rede e
critérios para preenchimento. O superintendente garantiu que os
comissionados que forem atingidos pela reestruturação e não
puderem ser mantidos em suas funções, terão prioridade no processo
de seleção interna, a TAO.
Embora não tenha fornecido
informações concretas quanto ao número de vagas disponíveis, ele
lembrou que, até o ano que vem, oito novas agências serão
inauguradas, com previsão de dez até o fim de 2013 – o que
ampliaria a ofertas de vagas, inclusive para gerente geral.
Ele
também se comprometeu a ampliar as turmas de intercâmbio, que
garantem a capacitação do pessoal das áreas-meio para trabalhar na
rede de agências. Também afirmou que serão realizadas capacitações
para que os funcionários possam ter acesso à CTA-10, certificação
exigida legalmente para quem for exercer função de gerente geral de
agência.