
O Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de todas as riquezas
produzidas pela economia do país, teve expansão de 0,6% no terceiro
trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre, na série com
ajuste sazonal, de acordo com o resultado das Contas Nacionais
divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo da estimativa média de 1,2% apurada junto a 11
analistas consultados pelo Valor Data. As estimativas variaram de 0,9% a
1,3%.
O PIB do terceiro trimestre também abaixo do Índice de Atividade
Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, e
que indicou crescimento de 1,15% na passagem do segundo para o terceiro
trimestre de 2012, na série com ajuste sazonal.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu esta semana que o
desempenho do PIB do terceiro trimestre não seria ‘nada espetacular’,
estimando uma taxa entre 1% e 1,3%.
No segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 0,2%, dado revisado de alta
de 0,4% divulgada anteriormente, na comparação com o primeiro trimestre,
na série dessazonalizada.
Setores – No lado da oferta, a indústria cresceu 1,1% no terceiro trimestre, ante o
segundo. O setor de serviços mostrou estabilidade e a agropecuária teve
expansão de 2,5%, na mesma base de comparação.
A média apurada pelo Valor Data foi de alta de 1% para a indústria, no
terceiro trimestre ante o segundo. Para o setor de serviços, os
analistas estimaram também avanço de 1% e, na agropecuária, aumento de
3,4% na mesma base de comparação.
Demanda – Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,9% no terceiro
trimestre de 2012, ante o segundo de 2012. A demanda do governo aumentou
0,1% e a formação bruta de capital fixo (que representa o investimento
em máquinas e equipamentos e na construção civil) caiu 2%, sempre na
mesma base de comparação e na série com ajuste sazonal. A taxa de
investimento atingiu 18,7% do PIB no terceiro trimestre.
A média apurada pelo Valor Data foi de alta de 1,2% para o consumo das
famílias, elevação de 0,5% na demanda do governo e queda de 1% na
formação bruta de capital fixo (FBCF), na passagem entre o segundo e o
terceiro trimestre do ano.
Comércio externo – No setor externo, as exportações cresceram 0,2%, segundo o IBGE,
enquanto as importações caíram 6,5% no terceiro trimestre, ante o
segundo.
A média das previsões apuradas pelo Valor Data foi de aumento de 2% para as exportações e queda de 3,5% para as importações.