A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12), em Brasília, ofício junto
ao Banco do Brasil reivindicando o agendamento de uma mesa de negociação
para que o banco apresente e discuta com o movimento sindical os
parâmetros das funções comissionadas de 6 horas que o BB se comprometeu,
durante a Campanha Nacional dos Bancários, a implantar até o fim do mês
de janeiro de 2013.
“Queremos abrir um processo de diálogo com o banco para discutir a
questão. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego sugeriu ao banco, em
audiência realizada na segunda-feira, dia 10, que haja mesas de
negociação entre as partes, ainda com a possibilidade de alteração nas
funções e no plano a ser implantado e não somente com caráter de
apresentação final”, afirma William Mendes, secretário de formação da
Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
“As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o
fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as
partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos
conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado”,
alerta a Contraf-CUT no documento.
Veja a íntegra do ofício da Contraf-CUT:
Brasília, 11 de dezembro de 2012.
Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília – DF
Ref.: Implantação das funções comissionadas de 6 horas
Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, vimos por meio deste ofício
reivindicar que o Banco do Brasil agende uma mesa de negociação com a
Contraf-CUT e as entidades sindicais, legítimas representantes dos
trabalhadores, para apresentar e discutir os parâmetros das funções
comissionadas de 6 horas que o Banco do Brasil se comprometeu durante a
campanha nacional dos bancários a implantar até o fim do mês de janeiro
de 2013.
A reivindicação de haver negociação entre as partes antes da implantação
das novas funções contribui para o fortalecimento das relações de
trabalho entre trabalhadores e empresa e pode também contribuir para que
a empresa tenha um grau maior de adesão ao corrigir eventuais
distorções antes da implantação.
As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o
fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as
partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos
conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado.
Em audiência de mediação no Ministério do Trabalho e Emprego, em 10 de
dezembro de 2012, órgão do poder executivo, que é o acionista
majoritário do Banco do Brasil, foi sugerido ao banco que haja mesas
entre as partes ainda com a possibilidade de alteração nas funções e no
plano a ser implantado e não somente com caráter de apresentação final.
Certos de que é possível fortalecer as relações de trabalho entre Banco
do Brasil e trabalhadores através de suas entidades sindicais,
aguardamos o retorno.
Atenciosamente
Carlos Cordeiro
Presidente
William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB