Ponte dos Carvalhos,
Cavaleiro, Peixinhos, Paudalho, Santa Cruz do Capibaribe, Ribeirão,
Shopping Riomar… em cada uma das novas agências inauguradas pela
Caixa Econômica, o que não falta são problemas.
O primeiro deles, comum
a todas, é a escassez de funcionários. As unidades têm, no máximo,
nove empregados. E quase todas, com exceção da de Santa Cruz do
Capibaribe, estão em locais onde não existe outra agência. “São
bairros grandes, com grande volume de clientes. O número de
contratados não dá conta da demanda. O banco argumenta que está
investindo em agências menores, mas que vai aumentar a rede. Mas
isso não funciona em locais onde não há outras unidades”, afirma
a secretária de Comunicação do Sindicato, Anabele Silva.
Este não é o único
drama das novas agências. Falta segurança, faltam condições de
trabalho. A unidade de Ponte dos Carvalhos foi inaugurada antes mesmo
de ser concluída. O local, que deveria atender em dois pavimentos,
só tem um atendendo os clientes. Mas os funcionários são obrigados
a circular no segundo andar, em obras. E sobram riscos: não há
corrimão nas escadas, os extintores de incêndio não estão
instalados, não há lâmpadas na entrada da agência.
Em Peixinhos, o local é
tão pequeno que metade dos clientes precisa esperar do lado de fora.
Também do lado de fora, foram instalados os caixas eletrônicos.
Segurança, aliás, é
outro problema: as novas unidades não cumprem os requisitos exigidos
pela legislação. A agência de Cavaleiro, por exemplo, não tem
biombos entre os caixas.
O Sindicato entrou em
contato com a Giseg, Gilog e Gipes – responsáveis pelas áreas de
segurança, logística e gestão de pessoas da Caixa. “Cada uma
delas procurou se justificar apontando as dificuldades. Mas
garantiram que vão resolver os problemas mais imediatos e que a
reforma de Ponte dos Carvalhos estaria concluída até o final de
março. Também se comprometeram a não inaugurar as próximas
agências sem que elas tivessem condições de trabalho e
atendimento”, diz a secretária de Bancos Federais, Daniela
Almeida.
Nos próximos dias,
será aberta mais uma unidade, na Avenida Norte, e até abril, outra
na Madalena. “O Sindicato vai acompanhar a situação de todas as
unidades. Também vamos procurar, nas prefeituras, os responsáveis
pela emissão dos alvarás, para garantir que o documento só seja
expedido para as agências que, de fato, tenham condições adequadas
de funcionamento. E vamos continuar lutando para que sejam
contratados mais funcionários”, garante Anabele.