
Panfletagem
e conversa com parlamentares marcou nesta terça-feira, 05, o início
de campanha definida
na última reunião do Comando Nacional dos Bancários, dia 22 de
fevereiro. O objetivo é intensificar a mobilização e alertar o
governo e a sociedade quanto aos riscos de gestão temerária e do
futuro passivo trabalhista decorrente dos desmandos da administração
do banco.
Nesta
quarta, 06, está confirmada uma audiência com o diretor do
Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais
(Dest), Murilo Barella, e com a Secretaria-Geral da Presidência da
República. Também está sendo aguardada a confirmação de uma
reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. ““Vamos
cobrar um posicionamento do governo com relação a algumas decisões
do BB, que podem fazer
dobrar o passivo trabalhista dos próximos anos
”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Fabiano Félix, que
compõe a caravana.
Descumprimento
de jornada, implantação unilateral de um Plano de Funções que
atenta contra a legislação trabalhista, desrespeito a acordos,
Convenção e até decisões judiciais, terceirização ilegal,
demissões por ato de gestão sem processos administrativos, abuso
nas tarifas, apropriações contábeis sobre compromissos da Previ.
Estas são algumas denúncias que foram levadas pelos trabalhadores
ao Parlamento.
O
grupo foi recebido no
gabinete de vários deputados federais, como Ricardo Berzoini (SP),
Ângelo Vanhoni (PR), Artur Bruno (CE), João Paulo (PE) e José
Genoíno (SP). Todos foram bastante receptivos e se mostraram
preocupados com o tratamento do banco para os
funcionários.
Berzoini,
que é funcionário licenciado do BB, sugeriu à comitiva trabalhar
no sentido de reunir os parlamentares bancários, tanto da Câmara
como do Senado, para estabelecer um debate técnico sobre as mudanças
que vêm sendo implantadas pelo banco, além da criação de uma
frente parlamentar que atue contra a política de desmandos da
administração.
Confira
o calendário de mobilização:
6
de março
– em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento,
Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério
da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega.
Haverá, também, audiências com o diretor do Dest e com a
Secretaria-Geral da Presidência da República.
20
de março –
novo dia nacional de luta.
Março
e abril –
campanha nacional em todas as bases sindicais, com plenárias,
paralisações e outras atividades
Maio
–
Congressos dos funcionários de bancos públicos de 17 a 19, em São
Paulo.