Funcionários do Santander definem sua pauta de reivindicações

Emprego, saúde,
condições de trabalho e remuneração. Essas foram as grandes
prioridades apontadas pelos mais de 130 participantes do Encontro
Nacional dos Funcionários do Santander, realizado nesta terça e
quarta-feira, dias 4 e 5, em São Paulo. Os bancários aprovaram uma
pauta específica de reivindicações, que também inclui demandas de
previdência complementar e saúde suplementar.

De acordo com
o secretário de Administração do Sindicato, Epaminondas Neto, o
próximo passo é entregar a pauta de reivindicações para o
Santander e esquentar a mobilização dos bancários para que as
negociações com o banco sejam produtivas.

“Fechamos uma
longa pauta de reivindicações que, acima de tudo, cobra do banco
mais respeito com os funcionários. Fizemos um grande Encontro
Nacional, que reuniu bancários de todo o país, e constatamos que os
trabalhadores do Santander vivem os mesmos problemas em todos os
locais: muito assédio moral, metas abusivas, adoecimento frequente e
falta de condições de trabalho”, disse.

Epaminondas
representou os bancários de Pernambuco no Encontro Nacional, junto
com a diretora do Sindicato, Eleonora Costa, e a diretora da
Fetrafi-NE (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Nordeste), Teresa Souza.

>> Confira como foi o
primeiro dia do Encontro Nacional dos Funcionários do Santander

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aqui
sobre o Encontro Estadual de PE e aqui sobre o Encontro Regional do
NE

Principais reivindicaçõesOs
funcionários se manifestaram contra as demissões, a política de
rotatividade, o fechamento de postos de trabalho, a terceirização,
os correspondentes bancários e a discriminação nas contratações.
A principal reivindicação é a contratação de funcionários para
melhorar as condições de trabalho e garantir qualidade de
atendimento aos clientes. Os trabalhadores apontaram ainda a pressão
das metas, o assédio moral, o estresse e o adoecimento como graves
problemas, piorados pela carência de pessoal e sobrecarga de
trabalho na rede de agências do banco.

Os dirigentes
sindicais também chamaram a atenção para as diferenças salariais
na mesma função, a ausência de um plano de cargos e salários
(PCS) e a falta de transparência nos programas próprios de
remuneração variável.

Os bancários enfatizaram a falta
democracia e transparência no SantanderPrevi, a redução das
contribuições do Santander na migração dos participantes do
ex-Holandaprevi até 31 de maio de 2009, o não aporte do serviço
passado pelo banco no plano II do Banesprev e a ausência de
contribuições da patrocinadora em planos do Sanprev. Entre as
reivindicações está a unificação da gestão de todos planos numa
única entidade de previdência complementar, o Banesprev, que possui
o melhor modelo de governança.

Foi destacada ainda a
necessidade de manutenção do plano de saúde na aposentadoria com
as mesmas condições de cobertura que o bancário gozava quando da
vigência do contrato de trabalho, mediante pagamento de mensalidade
correspondente ao valor que era descontado de seu holerite
(contracheque).

Outras propostas aprovadas Uma
série de outras propostas foi aprovada no Encontro Nacional, como a
de cobrar do banco a retirada imediata das ações judiciais movidas
contra entidades sindicais e após protestos contra demissões, falta
de funcionários e desrespeito com os aposentados.

Também foi
definida a orientação aos sindicatos para não homologar rescisões
feitas por prepostos terceirizados pelo Santander. Trata-se de uma
função administrativa e uma atividade-fim da empresa e, por isso,
deve ser realizada por um funcionário designado pelo banco, como
vinha sendo efetuado anteriormente.

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