
Nesta sexta-feira, 26,
o Sindicato realizou mais um Café da Manhã dos Aposentados. A forte
chuva que caiu no Recife não tirou o ânimo dos participantes, que
esperam ansiosos pelo encontro mensal. Nas rodas de conversa, a
proximidade provocada pelos encontros regulares faz surgir histórias
que o bate-bapo ajuda a manter vivas na memória dos frequentadores
do “Café”. Histórias como a de Agenor Luiz da Silva, 68
anos de idade e aposentado do BNB há 20.
Ouça a reportagem sobre o Café dos Aposentados na Rádio dos Bancários
Emocionado, Agenor
relata os primeiros passos na carreira de bancário. “Eu vim de
Serra Talhada, cidade lá do sertão de Lampião. A minha atividade
lá era como trabalhador rural e depois sapateiro. Fiz concurso aqui
no Banco do Nordeste, na rua do Imperador. Mas fiquei aguardando para
ser chamado. Antes disso eu trabalhei no Banco do Povo, na touring do
Rio de Janeiro e hoje estou aqui no Sindicato, usufruindo de um
belíssimo café, juntamente com minha esposa, que também é
ex-funcionária do banco”, relata agenor, que tem uma trajetória
de 20 anos de dedicação ao Banco do Nordeste.
Casada com
Agenor, Marileuza Gomes dos Santos, aposentada há 16 anos, também
trabalhou no BNB por 20 anos. Foi lá que ela conheceu Agenor.
Juntos, o casal já participou de várias edições do Café da
Manhã. “Eu fui da primeira turma de estagiária de nível médio
do Banco do Nordeste, agência Recife Centro. Cheguei novinha, aos 18
anos de idade, cursando o técnico de contabilidade”, lembra a
aposentada.
Depois de passar por dois anos de estágio,
Marileuza foi aprovada em concurso e, meses depois, passou a fazer
parte dos quadros do banco, onde não apenas passaria 20 anos de sua
vida como conheceria o atual companheiro. “Eu ia ser lotada na
seção de contabilidade, que era a minha área. Mas talvez o destino
me levou para a seção dele. Paquera vai, paquera vem e a coisa foi
andando… Depois desandou e eu fui embora estudar: fiz cursinho,
passei no vestibular. Então, voltamos, casamos, construímos nossa
família, temos dois filhos, e até agora, graças a Deus,
continuamos juntos”, comemora Marileuza.
Superação –
Já a história de Fernandina Machado de Oliveira, ex-Bandepe,
que participou pela primeira vez do Café, tinha tudo para ser uma
história triste. A bancária se aposentou em 1991 após desenvolver
uma doença que comprometeu sua visão e a forçou a interromper a
carreira. Entretanto, a alegria e vontade de viver fizeram Fernandina
traçar o caminho da superação.
“Fui muito feliz no
Bandepe. Fui aprovada entre os primeiros lugares no concurso para
caixa e, quando assumi, fiquei muito alegre porque gosto de trabalhar
com o público. Trabalhei muito como caixa executiva e adorava a
profissão. Infelizmente, tive um problema na visão e, depois de
trabalhar por 22 anos, precisei sair”, conta Fernandina.
Aposentada em 1991, ela dedicou-se a cuidar de sua visão.
Hoje, ela é uma mulher ativa e disposta. Participa, inclusive, de um
bloco lírico dos artesões de Pernambuco. “Já havia recebido
vários convites para participar do Café da Manhã, mas só resolvi
vir hoje. Mas pretendo voltar porque achei uma ideia excelente. E
estou à disposição para o que precisarem, inclusive poderia trazer
o nosso bloco para cá. Seria uma oportunidade de a gente desfrutar
de um café da manhã saudável, acompanhado de uma banda de pau e
cordas interessante” destaca Fernandina.
Vale lembrar que
o Café da Manhã dos Aposentados foi instituído pela diretoria do
Sindicato há pouco mais de três anos e já ganhou destaque no
calendário de atividades da entidade. O café se tornou também um
espaço privilegiado para reencontro de velhos colegas de profissão
e para que os aposentados possam se manter informados e atuantes.
Tudo isso, acompanhado de um delicioso café regional.
“Já
estamos no terceiro ano do café e a cada edição o evento vem
aumentando em número de participantes que voltaram a participar
ativamente do dia a dia do Sindicato. Nossa ideia é que nós,
aposentados, possamos fazer deste café um dia prazeroso, de encontro
informal. O café da manhã é apenas um forma da gente se juntar. O
importante é a nossa alegria de encontrar com os companheiros de
outras épocas”, ressalta Luiz Freitas.