Em janeiro deste ano, o CODEFAT, Conselho Deliberativo do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador – anunciou medida que reajusta em 6,2% o valor do seguro-desemprego. Este valor é inferior à correção que vinha sendo aplicada até 2012.
A bancada dos trabalhadores que compõe o Conselho não concorda com o percentual de 6,2% e exige que se mantenha o reajuste acima da inflação, critério anteriormente aplicado, cujo cálculo chega à faixa de 9%.
A CUT reafirma esta posição e destaca alguns pontos que devem ser considerados pelo Conselho na votação:
– o reajuste acima da inflação injeta mais dinheiro no mercado e contribui para que a roda da economia continue a girar;
– faz com o que o FAT cumpra o seu papel de amparar os/as trabalhadores/as em um momento difícil da vida – durante o período em que estão sem renda oriunda de emprego formal;
– a proposta da equipe econômica, em termos de redução de gastos para os cofres públicos, é insignificante, considerando o retorno social que esta medida representa.
São Paulo, 26 de julho de 2013.
VAGNER FREITAS QUINTINO SEVERO
Presidente Nacional da CUT Secretário Nacional de Adm. e Finanças da CUT e Conselheiro do CODEFAT