Lançamento da Campanha Nacional e início das negociações com os bancos agitam a semana dos bancários

Esta primeira semana de
agosto será cheia para os bancários. Depois de dois meses de
preparativos, a Campanha Nacional 2013 ganhará as ruas, na
quarta-feira, dia 7, e as negociações com os bancos terão início
na quinta, dia 8. Entre as principais reivindicações dos bancários
estão o reajuste salarial de 11,93% (inflação projetada do período
mais aumento real de 5%), elevação do piso ao valor do salário
mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim
da terceirização e melhores condições de trabalho (leia mais
aqui).

Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, esta
deve ser mais uma Campanha difícil. “Como sempre, os bancos não
vão nos dar nada de graça. Todas as nossas conquistas são fruto de
muita luta e, mais uma vez, os bancários terão de mostrar o seu
poder de pressão para garantir que as negociações sejam
produtivas”, diz.

Segundo Jaqueline, o Sindicato está
preparando um grande ato para o lançamento da Campanha Nacional em
Pernambuco. “Este ano, a mídia da nossa Campanha será baseada no
bom-humor e nos protestos que agitaram o Brasil no mês de junho.
Vamos distribuir cartazes para os bancários mandarem seu recado aos
bancos e já contratamos, também, um grupo de teatro para animar as
manifestações. A partir do dia 7, estaremos cotidianamente nos
bancos realizando atos e protestos. Precisamos construir uma grande
mobilização para garantir mais uma Campanha vitoriosa”, afirma
Jaqueline.

No dia seguinte ao lançamento da Campanha, o
Comando Nacional dos Bancários se reúne com a Fenaban para dar
início às negociações da pauta de reivindicações entregue no
último dia 30. “Esta primeira rodada ficou marcada para as
próximas quinta e sexta-feira, dias 8 e 9. Vamos começar as
negociações sobre condições de trabalho, que envolvem a saúde do
bancário, o fim das metas abusivas e do assédio moral e mais
segurança nos bancos”, explica Jaqueline.

Para o presidente
da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, os
balanços dos bancos mostram que a situação do sistema financeiro é
sólida, que os lucros continuam muito altos e que, por isso, eles
têm plenas condições de atenderem às reivindicações dos
bancários. “O momento é favorável para avançar nas
conquistas econômicas e sociais da categoria”, destaca.

Os
três maiores bancos privados do país (Itaú, Bradesco e Santander)
publicaram nos últimos dias os balanços do primeiro semestre de
2013, somando lucros de R$ 15,905 bilhões. O lucro líquido do Itaú
atingiu R$ 7,055 bilhões, o segundo maior lucro semestral da
história dos bancos brasileiros, só ficando atrás de outro recorde
do próprio banco no ano de 2011 (R$ 7,133 bilhões). O Bradesco
obteve lucro líquido de R$ 5,921 bilhões, o maior da história do
banco, e o Santander apurou um lucro gerencial de R$ 2,929
bilhões.

No entanto, eles continuaram demitindo milhares de
bancários, praticando rotatividade para reduzir custos e eliminando
juntos 5.988 empregos no semestre. Só nos últimos 12 meses os três
bancos fecharam 10.254 empregos. “Isso é inaceitável. Eles estão
andando na contramão do emprego, uma vez que o país gerou 826.168
novos postos de trabalho no período”, aponta o dirigente
sindical.

Para Carlos Cordeiro, esses lucros, frutos do
trabalho dos bancários, estimulam ainda mais a participação nas
atividades de mobilização. “Chegou a hora de ir à luta para
conquistar aumento real de salário, emprego decente e distribuição
de renda. Somente com ousadia, unidade e mobilização vamos arrancar
o atendimento das reivindicações da categoria. Vem pra luta,
bancário e bancária”, convoca o presidente da Contraf-CUT.

>> Veja como ficam os salários e demais verbas com as reivindicações  

BB e Caixa – As negociações específicas com o
Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também estão prestes a
começar. A Caixa confirmou a primeira rodada de discussões para a
próxima sexta-feira, dia 9, às 15h, em Brasília. Já as
negociações com o BB terão início na semana seguinte, no dia 14
de agosto, às 13h, também em Brasília. Em ambas, o tema inicial
será saúde e condições de trabalho.

Confira aqui a pauta
de reivindicações específicas do Banco do Brasil e aqui para ler a
da Caixa.

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