André
Ferreira, funcionário do Bradesco há nove anos, se apresentou nesta
quarta, dia 7, à agência Concórdia, depois de garantir na Justiça
sua reintegração. Marcela Spitz, também demitida ilegalmente e
reintegrada por via judicial, se apresenta nesta quinta, 8, à mesma
agência em que trabalhou durante seus cinco anos como bancária: a
Dantas Barreto. Ambos são vítimas de doença ocupacional e, apesar
disso, foram dispensados pelo banco em maio passado.
Marcela
vinha há dois anos fazendo tratamento. Há muito tempo briga contra
uma tendinite calcificada. “Às vezes o pulso incha, não tenho
forças pra segurar as coisas e sinto muita dor”, conta a
trabalhadora. No exame demissional, ela chegou a apresentar o
atestado, que foi desconsiderado pelo Bradesco.
Marcela
procurou o Sindicato, que não homologou a demissão e a encaminhou
ao INSS, onde ela teve reconhecido o acidente de trabalho. Procurou
um advogado e a sentença garantiu a tutela antecipada. “Amanhã,
eu me apresento na agência. Mas estou com perícia marcada no INSS
para a semana que vem”, diz a bancária, que não sabe se retornará
ao trabalho ou terá a licença prorrogada.
No caso de André,
a distância da capital e o medo de se afastar do emprego adiaram o
tratamento. Mas, desde dezembro ele tinha em mãos os exames que
atestavam doença ocupacional. Há cerca de dois anos, ele sofre com
dormência nos braços e dores. No entanto, lotado na agência de
Palmares e gerenciando o PAA (Posto de Atendimento Avançado) de
Quipapá, ele foi adiando a ida ao médico. Em abril, relatou nos
exames periódicos os sintomas que sofria. Em maio, foi
demitido.
Assim como Marcela, ele procurou o Sindicato, foi
encaminhado ao INSS e buscou a via judicial. A sentença que garantiu
a tutela antecipada também ressalta que o funcionário seja
reintegrado nas mesmas funções. Nesta quarta, 7, ele se apresentou
na agência Concórdia e fez os exames admissionais. Nesta quinta, 8,
retorna ao trabalho.