Sindicato garante mais uma reintegração, desta vez no Santander

A
história de Andrea Enedy é semelhante a muitas outras que chegam ao
Sindicato. Profissional exemplar, ela abria mão da saúde e de si
própria para garantir as metas do banco, até receber a carta de
demissão.

Bancária há 16 anos, três deles no Santander,
ela foi demitida em junho. Nesta terça, 10, ela retorna, por
determinação judicial, aos quadros do banco. “A assistência do
Sindicato foi maravilhosa, assim como o trabalho do advogado. Demos
entrada na ação no início do mês e, em menos de uma semana, saiu
a liminar”, conta. A ação foi movida por meio do escritório do
advogado Pedro Paulo Pedrosa, que presta serviços ao
Sindicato.

Andrea chegou ao Santander a convite do próprio
banco. Antes, fazia parte dos quadros do Itaú-Unibanco, onde estava
há 13 anos. “Passei
por muitas dificuldades no
novo emprego. Mas, quando a
gente gosta do que faz, acaba superando tudo. E eu gosto muito de ser
bancária”, conta Andrea.

Em três anos no Santander, já
ganhou medalha e
fez mais do que cem pontos várias vezes. “Eu podia até não estar
em meu melhor momento, mas estou convicta de minha competência
profissional”, afirma a bancária.

Era
tanta a dedicação que Andrea abdicava de si própria e descuidava
da saúde. “Sentia muita dor nos ombros. Às
vezes, o punho inchava e eu não conseguia nem abrir uma garrafa. Mas
não ia ao médico: não tinha tempo. Comprei uma luvinha na farmácia
e ia levando”, lembra.

Em janeiro, aproveitou as férias
para ir ao médico. E os exames constataram: bursite, tendinite,
síndrome do túnel do carpo. Foi encaminhada para a fisioterapia,
mas não chegou a cumprir a determinação médica. Cinco meses
depois, recebeu a carta de demissão.

Hoje, ela reavalia o
grau de dedicação. “Ninguém pensa em tudo que a gente deixa de
fazer por conta do banco. Eu não podia levar minha filha à escola,
nem pegá-la na saída, nem sequer acompanhá-la em exames médicos
de rotina. Saía tarde do banco pra garantir que as metas fossem
cumpridas… A gente se sente injustiçada”, desabafa a
bancária.

Andrea jamais imaginou que seria demitida. O
anúncio a deixou sem chão. Tanto que ela sequer lembrou de
mencionar os laudos médicos na hora do exame demissional. “Não me
perguntaram nada. Eu também não disse nada. Depois, procurei o
Sindicato, que me deu todo apoio”, diz. Agora, Andrea está
cumprindo suas sessões de fisioterapia e permanece de licença pelo
INSS.

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