Greve arranca reajuste de 8% e novas conquistas sociais e econômicas

Depois
de mais de 16 horas de tensas negociações, a Fenaban apresentou ao
Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta de acordo na
madrugada desta sexta-feira, dia 11. Os bancos elevaram o índice de
reajuste para 8% (aumento real de 1,82%) sobre os salários e as
demais verbas e para 8,5% no piso (ganho real de 2,29%).

Para
a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a nova proposta dos
bancos prevê aumento de 10% sobre o valor fixo da regra básica e
sobre o teto da parcela adicional. Também eleva de 2% para 2,2% o
lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da
PLR.

A nova proposta da Fenaban, apresentada após o 22º dia
da greve, inclui ainda três novas cláusulas: proibição de os
bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados,
abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa de
vale-cultura do governo, no valor de R$ 50 por mês.

Para a
presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a nova proposta da Fenaban
traz avanços significativos para os bancários. “Foi uma
negociação muito difícil,
mas conseguimos construir uma proposta que garante aumento real de
salários pelo décimo ano consecutivo, melhora a nossa PLR e
valoriza o piso, além de agregar novas conquistas econômicas e
sociais. Chegamos ao limite do que foi possível avançar na mesa de
negociações”, avalia Jaqueline, que representou Pernambuco nas
negociações realizadas em São Paulo.

Diante dos avanços
conquistados com a nova proposta da Fenaban, o Sindicato orienta aos
bancários a aceitarem o acordo e encerrarem a greve na assembleia
que será realizada hoje, às 18h, na sede da entidade (Av. Manoel
Borba, 564, Boa Vista, Recife).

“Chegamos ao 23º dia de
uma greve duríssima, a
mais forte das últimas duas décadas e a mais longa em dez anos. Mas
ela deixará
um sabor de vitória. A avaliação que fizemos no Comando Nacional
dos Bancários é que esta será mais uma Campanha recheada de
conquistas para nossa categoria. É por isso que estamos orientando a
aprovação do acordo nas assembleias que serão realizadas pelos
sindicatos em todo o país”, conta Jaqueline.

Dias
parados –
A
questão dos dias parados na greve foi o grande impasse desta última
rodada de negociações. Os bancos estavam irredutíveis em sua
proposta de inicial de compensar todos os dias de greve pelos
próximos seis
meses.

“Foi uma longa batalha. Primeiro, a Fenaban evoluiu
sua
proposta para
o mesmo formato do ano passado, com compensação de duas horas
diárias até o dia 15 de dezembro. Com muita pressão, conseguimos
garantir que os bancos aceitassem compensar no máximo uma hora extra
diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro”, diz
Jaqueline.

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