Repasse do governo federal para Pernambuco cresce com Dilma

Desde quando assumiu o governo em 2011, a presidente da República, Dilma Rousseff aumentou em quase 50% os valores de repasse de verba do governo federal ao governo de Pernambuco. 
 
Segundo dados que constam no projeto de Orçamento 2014 enviado por Eduardo Campos à Assembleia Legislativa de Pernambuco, de 2010 para 2014 os valores da União repassados ao governo pernambucano saltaram de R$4,61 bilhões para R$6,87 bilhões.
 
A cifra é 44% maior que as verbas destinadas a Eduardo Campos no último ano do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, comparado com o último ano de Dilma Rousseff, em 2014.
 
Desde quando assumiu, Dilma repassou a Eduardo Campos R$ 2,26 bilhões a mais que o presidente Lula. Os valores registrados por Campos no orçamento separam as transferências gerais da União do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), onde o governo federal elevou em outros R$ 700 milhões a mais que os R$1,32 bilhão destinado por Lula no último ano de seu governo. As cifras de Dilma previstas para 2014 nesse item vão chegar a R$ 2,01 bilhões, de acordo com o mesmo documento.
 
Contando esses valores do Fundeb, Dilma repassará R$ 8,88 bilhões para Pernambuco em 2014, último dela na cadeira de presidente nesse mandato.
 
Para o senador pernambucano Humberto Costa (PT) os repasses de Dilma para Campos, mesmo em ano eleitoral e com os dois em rota de colisão, neutralizam os discursos e “fofocas” que correm pelo Estado dizendo que a presidente não daria continuidade às obras iniciadas por lá.
 
“Com a disputa eleitoral se aproximando, aqui e ali já se ouve fofocas de que Dilma vai paralisar obras e projetos no Estado, com intenção de colocar receio na população. É o sinal claro de que a presidente tem uma postura republicana e considera Pernambuco prioridade para o governo, assim como Lula fazia”, avalia Humberto Costa.
 
O senador petista que na última eleição concorreu ao cargo de prefeito de Recife nega que o aumento de verbas esteja relacionado a eleição e seja uma tentativa de neutralizar o discurso de oposição de Eduardo contra a falta de investimentos do governo federal na região.
 
“É claro que com tanta verba, o Eduardo não pode dizer que não há investimento em infraestrutura em Pernambuco. Os números dizem que há sim. A maior parte dessas verbas são para obras dessa natureza. Mas não há intenção eleitoral porque há um planejamento por trás disso, que começou antes de Eduardo querer ser candidato”, argumenta Costa.

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