Empregados
de diversas categorias e ramos de atividade, vinculados a CUT
(Central
Única
dos Trabalhadores),
se reuniram entre a
quarta e sexta da semana passada (23 e 25) na 4º Conferência
Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras. O objetivo:
garantir uma política mais efetiva de combate e prevenção do
adoecimento no ambiente de trabalho.
“Saímos com a certeza
de que é necessário ocupar os espaços possíveis nos conselhos de
saúde para influenciar nas decisões e na construção de políticas
públicas”, afirma o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington
Trindade, que participou do evento.
O encontro ocorre no
mesmo mês em que está prevista a realização das conferência
municipais e estaduais de Saúde do Trabalhador em todo o país. Tais
eventos são preparatórios para a Conferência Nacional, a ser
realizada no final do ano. Em Pernambuco, além da conferência
estadual, haverá encontros regionais e, no próximo dia 8, haverá
um seminário no Cerest-Recife (Centro
de Referência em Saúde do Trabalhador).
O
primeiro dia da conferência da CUT foi dedicado a palestras e
discussões sobre temas como “Processo Produtivo Capitalista e a
Saúde do Trabalhador”, “Agrotóxico, Meio Ambiente e modelo de
desenvolvimento agrário”, “Os novos/velhos padrões de
adoecimento” e “Limites e possibilidades dos modelos de
intervenção”.
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Confira aqui como foi o primeiro dia da Conferência
No
segundo dia, os participantes se agruparam de acordo com os
macrossetores.
O representante dos bancários, por exemplo, participou do grupo de
serviços. “O que a gente percebe é que as categorias são
diversas, mas as patologias têm
causas semelhantes: ritmo de trabalho penoso, jornadas excessivas,
assédio moral”, afirma Wellington.
Faziam parte do grupo,
além de bancários, categorias como comerciários, tecelões,
telefonistas, aeroviários e outros. “Percebemos, ainda, que
algumas doenças que eram restritas a outras categorias estão
começando a atingir os bancários. É o caso da psoríase, uma lesão
de pele associada ao estresse. Ou de doenças do trato urinário,
causadas por um ritmo de trabalho que força o bancário a não beber
água nem ir ao banheiro. Há relatos, inclusive, de locais de
trabalho onde se usa fralda geriátrica para que não haja
necessidade de parar de trabalhar”, diz o dirigente.
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Confira aqui como foi o segundo dia da Conferência