Os bancários do
Santander realizam de 12 a 23 de maio uma Jornada Nacional de Luta
contra as demissões em massa promovidas pelo banco espanhol. A
mobilização foi definida nesta quinta-feira, dia 8, durante reunião
da Comissão Nacional dos Funcionários, realizada em São
Paulo.
Segundo Tereza Souza, representante do Nordeste na
Comissão, só nos primeiros três meses do ano o Santander fechou
970 postos de trabalho. “Só em Pernambuco, o banco está fechando
dez agências no interior e fundindo outras na capital e região
metropolitana. Do começo do ano até agora, o Sindicato já
registrou 32 demissões no Santander em nosso estado”, conta
Tereza.
A proposta da jornada é realizar uma série de
atividades de mobilização em todo o país para pressionar o
Santander e barrar as demissões.
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do Santander é alvo de protestos no Recife
Reunião com a diretoria de RH – Os dirigentes
sindicais se reuniram na tarde desta quinta-feira com a diretora de
Recursos Humanos do Santander, Vanessa Lobato, que assumiu o cargo no
final do ano passado.
Uma série de problemas dos bancários
foi apontada para Vanessa, como demissões injustificáveis, falta de
funcionários, assédio moral e sexual, aumento e cobrança de metas
abusivas, pressões e terrorismo de regionais, teleconferências
assediadoras, desânimo, falta de motivação e valorização, metas
e redução de caixas, sobrecarga de trabalho.
Vanessa não
trouxe novidades, nem mesmo apresentou um calendário de retomada de
negociações com os sindicatos. Ela se limitou a defender conceitos.
“Me dói ouvir que o funcionário não está sendo respeitado”,
disse. “Queremos ter boas agências, bom atendimento e
funcionários engajados”, salientou. “Tem gestor
despreparado”, reconheceu. “Não queremos conviver com a
falta de respeito”.
Para o diretor da Contraf-CUT e
funcionário do Santander, Ademir Wiederkehr, a reunião possibilitou
ao movimento sindical mostrar para a diretora de RH a vida como ela é
na rede de agências e nos departamentos do banco. “Esperamos
agora retomar as negociações e discutir mudanças na gestão do
banco e soluções para preservar o emprego, a saúde e a segurança
dos bancários, bem como melhorar o atendimento dos clientes e da
população”, conclui.