Entre 2001 e 2013, enquanto o lucro dos maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) cresceu quase cinco vezes e o Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas que o país produz – quase dobrou, a remuneração média dos bancários permaneceu praticamente no mesmo patamar. É o que concluiu a coordenadora da Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômico (Dieese), Regina Camargos, durante o painel sobre Condições de Trabalho e Remuneração, apresentado nesta sexta-feira (25), primeiro dia da 16ª Conferência Nacional dos Bancários.Atividade bancária cresceu muito mais que o emprego no setor –
Ainda de acordo com Regina Camargos, enquanto as operações de crédito dos seis maiores bancos do país cresceram mais de 494%, o numero de empregados registrou aumento de 52,7%. A análise do Dieese também destacou outros dados infinitamente bem mais favoráveis aos bancos: ativos, crescimento de 266%, patrimônio líquido, incremento de 214%, e operações de tesouraria, aumento de 202%.a Na avaliação da coordenadora da Rede Bancários do Dieese, a rotatividade é a grande responsável pela anulação dos ganhos da categoria. “Isso explica, em parte, o fato de a remuneração crescer de forma lenta”, destacou.Piso do Dieese só em meados de 2028 –
Apesar do ganho real acumulado desde 2004, de 34,6%, se o piso da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários continuar evoluindo na velocidade atual, somente em meados de 2028 o salário de ingresso atingirá 2.682,22. Alarmantes, os dados apresentados por Regina Camargos expõem a total falta de compromisso das instituições financeiras com seu maior patrimônio: os bancários.Data: 07/07/2017
Bancários sindicalizados podem desfrutar do Clube de Campo da categoria
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