
O Comando Nacional dos
Bancários entregará a pauta de reivindicações da categoria para a
Fenaban nesta segunda-feira, dia 11, às 11 horas, em São Paulo. A
pauta foi aprovada na 16ª Conferência Nacional, realizada de 25 a
27 de julho, em Atibaia (SP), com a participação de 634 delegados e
delegados de todo o país (leia mais aqui).
Após
a reunião com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários entregará
as pautas específicas de reivindicações à direção do Banco do Brasil e da Caixa
Econômica Federal.
Os bancários
reivindicam reajuste de 12,5%, piso salarial no valor do salário
mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), PLR maior, mais
empregos, fim da terceirização, combate às metas abusivas e ao
assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, e igualdade
de oportunidades, dentre outras demandas.
Para a presidenta do
Sindicato, Jaqueline Mello, agora é hora de esquentar a mobilização
para pressionar os bancos e garantir um grande acordo, como tem
acontecido nos últimos anos. “Os lucros dos bancos não deixam
dúvidas de que nossa pauta pode ser atendida integralmente. Mas
sabemos que as negociações com a Fenaban nunca são fáceis. Todas
as nossas conquistas vieram com muita luta e este ano não será
diferente”, diz Jaqueline.
Para ampliar a mobilização, o
Sindicato coloca a Campanha Nacional nas ruas de Pernambuco na
próxima quarta-feira, dia 13 de agosto. “Vamos fazer o lançamento
oficial da Campanha e, a partir de então, realizaremos atos e
protestos cotidianamente nas agências e departamentos dos bancos.
Agora é hora de lutar. Converse com os seus colegas, discuta sobre a
Campanha Nacional e, principalmente, participe das atividades que
serão propostas pelo Sindicato. Foi assim que conseguimos avançar
nos últimos anos, com a incorporação de muitas conquistas. Mas
‘queremos mais’, como diz o slogan da Campanha deste ano”, ressalta
Jaqueline.
Principais reivindicações
>
Reajuste salarial:
12,5%.
> PLR: três salários
mais R$ 6.247.
> Piso: R$ 2.979,25
(salário mínimo do Dieese).
> Vales alimentação,
refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao
mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores
condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do
assédio moral que adoecem os bancários.
> Emprego:
fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição
às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às
terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na
Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso
Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
> Plano
de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os
bancários em todos os bancos.
> Auxílio-educação:
pagamento para graduação e pós.
> Prevenção
contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83
que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo
menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos
bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na
entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda
das chaves de cofres e agências por bancários.
>
Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às
discriminações nos salários e na ascensão profissional de
mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com
deficiência (PCDs).