Bancários entregam reivindicações aos bancos e marcam primeira negociação para o dia 19

O Comando Nacional dos
Bancários entregou à federação dos bancos (Fenaban) a pauta de
reivindicações da categoria, em reunião realizada nesta
segunda-feira, dia 11, em São Paulo. A entrega da pauta marca o
início da Campanha Nacional dos Bancários 2014. A primeira rodada
de negociações já foi agendada: será nos dias 19 e 20 de agosto,
terça e quarta da semana que vem, quando serão debatidas as
reivindicações sobre saúde e condições de trabalho.

Após
a entrega da pauta geral da categoria, na sede da Fenaban, o Comando
Nacional também entregou às direções do Banco do Brasil e da
Caixa Econômica Federal as pautas específicas de reivindicações
dos trabalhadores das duas instituições públicas (leia aqui).

A
presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, que representou os
bancários de Pernambuco na entrega das pautas, destaca que os bancos
têm todas as condições de atender as reivindicações. “Deixamos
claro para os bancos que a lucratividade do setor
mostra que nossa pauta pode ser atendida integralmente.
Esperamos seriedade da Fenaban nas negociações
para que a Campanha seja resolvida na base do diálogo, visando a
construção de um acordo que contemple
nossas demandas”,
diz Jaqueline.

Entre as principais reivindicações
dos bancários está o reajuste de 12,5%, piso salarial no valor do
salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), PLR
maior, mais empregos, fim da terceirização, combate às metas
abusivas e ao assédio moral, segurança contra assaltos e
sequestros, e igualdade de oportunidades.

Carlos
Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando
Nacional, destacou algumas prioridades ao
entregar a pauta de reivindicações ao presidente da Fenaban, Murilo
Portugal. “Além da remuneração, estamos muito preocupados com
a proliferação de adoecimentos de bancários, em razão da pressão
por metas abusivas e do assédio moral, e também com a preservação
do emprego. Queremos pôr um fim à rotatividade, que no sistema
financeiro faz parte do negócio e é um mecanismo para reduzir
salário e aumentar lucros”, disse
Cordeiro.

O presidente da
Contraf-CUT citou estudo do Dieese mostrando que na economia como um
todo a diferença salarial entre os trabalhadores contratados e os
desligados é de 7%, enquanto nos bancos chega a 46%. “Somados o
fechamento de vagas e a rotatividade, são 45 mil pais e mães de
família que perdem o emprego no sistema financeiro a cada ano. É
preciso que os bancários tenham segurança quanto ao
futuro.”

Cordeiro também propôs incluir na Convenção
Coletiva de Trabalho (CCT) os avanços alcançados no projeto-piloto
de segurança bancária implementado em Recife, Olinda e Jaboatão.

Principais reivindicações

Reajuste salarial: 12,5%.

PLR: três salários mais R$ 6.247.

Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários em todos os bancos.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

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