BB não atende nenhuma reivindicação na primeira rodada de negociações

A
primeira rodada de negociação específica entre representantes dos
empregados e da direção do Banco do Brasil, dentro da Campanha
Nacional, não apresentou avanços em relação às propostas do
funcionalismo para saúde e condições de trabalho. A reunião
ocorreu nesta sexta, dia 22, em Brasília. Uma nova rodada foi
marcada para 1º de setembro, sobre igualdade de oportunidades e
segurança.

Segundo a diretora do
Sindicato, Sandra Trajano, que representou os bancários de
Pernambuco na negociação com o BB, a
primeira rodada mostrou a importância de se ampliar a mobilização
dos funcionários para pressionar o banco. “Não conseguimos
avançar em nenhum ponto da pauta de reivindicações nesta primeira
negociação com o BB. O Sindicato está promovendo uma série de
atividades nesta Campanha Nacional e os funcionários do BB precisam
se engajar nas mobilizações para pressionar o banco. Só a luta é
capaz de quebrar a intransigência do Banco do Brasil para garantir
avanços nas próximas rodadas de negociação”, diz Sandra.

Os
representantes dos bancários cobraram respostas para as
reivindicações que visam melhorar os
serviços do plano de saúde. O interlocutor do Banco do Brasil disse
que essas questões devem ser debatidas na Cassi, no âmbito dos
representantes eleitos pelos funcionários. “Os sindicatos
lembraram que os eleitos já se posicionaram a favor das
reivindicações dos bancários e que agora a bola está com o BB.
São os representantes do banco na Cassi que impedem a melhoria do
plano”, ressalta Sandra.

Os sindicatos também cobraram
solução para os problemas da Plataforma de Suporte Operacional
(PSO), setor que agrega os caixas e a área de tesouraria das
agências. “Reivindicamos a criação de plano de carreira próprio
do PSO e o fim do desvio de função do chamado caixa líder. Mas o
representante do BB disse que o banco ainda não tem posicionamento
em relação às reivindicações sobre o PSO”, conta Sandra.

Os
dirigentes sindicais também
reforçaram a necessidade da contratação de mais bancários para
diminuir o sufoco nos diversos setores. No sistema interno da empresa
consta que o número total do quadro de funcionários deve ser de 118
mil. No entanto, o balanço do primeiro semestre deste ano revela que
a quantidade é de pouco mais de 111 mil trabalhadores. Ou seja,
faltam cerca de 6,5 mil pessoas, que se fossem convocadas aliviariam
a sobrecarga dos trabalhadores. Mas os interlocutores da empresa
limitaram-se a ouvir as argumentações dos sindicalistas e afirmaram
que serão analisadas para posterior posicionamento.

Entre as
reivindicações para saúde e condições de trabalho que foram
discutidas nesta primeira rodada estão a ajuda para deslocamento
noturno, plano odontológico, e que o BB assuma todas as despesas
médico hospitalares decorrente das doenças ocupacionais. Não houve
avanços em nenhum ponto.

“Esperamos que na próxima rodada
de negociações o BB compareça com mais disposição para o
diálogo. Para isto, o Sindicato vai ampliar a mobilização dos
bancários ao longo dos próximos dias. Contamos com o envolvimento
de todos os funcionários para que o banco sinta a pressão e avance
nas negociações”, finaliza Sandra.

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