A segunda rodada de
negociações específicas da Campanha 2014 entre o Comando Nacional
dos Bancários e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), realizada na
sexta-feira passada, dia 5, seguiu o rumo de todas as rodadas
realizadas até agora: nada de concreto foi apresentado e os avanços
foram tímidos.
Em pauta: emprego, segurança e igualdade de
oportunidades. A próxima rodada será realizada nesta sexta, dia 12,
sobre PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e piso salarial. E
na segunda-feira, dia 15, serão debatidos o Plano de Funções e
demais reivindicações econômicas.
O combate à
terceirização e a necessidade de novas contratações foram um dos
destaques da negociação de sexta passada. Segundo o diretor do
Sindicato, Fernando Batata, que representa Pernambuco na Comissão de
Organização dos Empregados, só em Pernambuco existem hoje 6.800
funcionários e quase 6 mil terceirizados.
“São pessoas
que trabalham no Agroamigo e Credamigo, executando serviços
bancários, como operações de crédito, e que recebem salários
inferiores e não tem os mesmos direitos da nossa categoria”,
denuncia Batata.
Além da terceirização, os bancários
denunciaram a falta de trabalhadores nas agências, que tem gerado
sobrecarga de serviço e aumento o índice de adoecimento.
Batata
aproveitou para cobrar uma solução para os bancários que atuam no
Posto de Serviço da Sudene, que está sendo desativado. “Queremos
garantir a relocação no Grande Recife do caixa e do
gerente-executivo, que é servidor há mais de 30 anos do banco”,
diz o diretor do Sindicato.
Os trabalhadores reivindicaram
ainda que as diárias em serviço, que estão defasadas há dez anos,
tenham, de imediato, um reajuste de 100%.
Com relação aos
demitidos da era FHC, o banco demonstrou interesse em buscar uma
solução para o impasse. O ponto eletrônico, mais uma vez,
permaneceu sem nenhuma proposta concreta.