Sindicato realiza atos em defesa dos bancos públicos

O
Sindicato realiza uma série de atos
em defesa dos bancos públicos nesta quarta e quinta, dias 22 e 23 de
outubro. O objetivo dos protestos é denunciar as ameaças de
enfraquecimento e os riscos de privatização do Banco do Brasil,
Caixa e BNB, que surgiram na campanha eleitoral para a presidência
da República.

Segundo a presidenta do Sindicato, Jaqueline
Mello, os bancos
públicos estão correndo sério risco de desaparecer, caso o
candidato Aécio Neves (PSDB) seja eleito presidente. “No Brasil
inteiro, os sindicatos de bancários estão realizando atividades em
prol dos bancos públicos, como reação a um
áudio divulgado recentemente pelo blog O Cafezinho. No áudio, o já
nomeado ministro da Fazenda em um eventual governo do tucano, Armínio
Fraga, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia
brasileira. E chega a dizer que não vai sobrar muita coisa dos
bancos públicos na eventualidade de Aécio ser eleito”, explica
Jaqueline.

Ela destaca que a gestão do PSDB sempre foi
péssima para os bancários, sobretudo para os funcionários do Banco
do Brasil, Caixa e BNB. “Os bancários mais jovens talvez não se
lembrem como era difícil a nossa situação no governo do PSDB. Com
uma política de reajuste zero, os funcionários dos bancos públicos
acumularam perdas salariais da ordem de 40% nos oito anos de governo
FHC, que também acabou com muitos direitos. O objetivo era sucatear
os bancos públicos para depois privatizá-los”, conta
Jaqueline.

Arrocho
salarial e desemprego –

O número de bancários durante os dois mandatos do PSDB caiu 30,3%
no Brasil, entre 1994 e 2002. Já nos governos do PT, de 2003 a 2013,
a geração de emprego entre os bancários fez a categoria crescer
28%.

Na questão salarial, os bancários só amargaram
derrotas no governo FHC. Somando todas as campanhas salariais
ocorridas na era tucana, o reajuste ficou bem abaixo da inflação:
8,6% de perdas nos bancos privados. A situação para os
trabalhadores dos bancos públicos foi ainda pior: a perda real no
período foi de 36,3% no Banco do Brasil e de 40% na Caixa. Para
piorar a situação, o governo do PSDB retirou uma série de direitos
dos funcionários dos bancos públicos, conquistados com muita luta.

Já nos governos do PT, entre 2004 e 2014, os empregados dos
bancos privados acumularam ganhos reais, acima da inflação, de
20,7%. Nos públicos, esses aumentos reais somaram 21,3% e a grande
maioria dos direitos retirados foram restabelecidos.

“Além
do governo do PSDB ser péssimo para os bancários, os demais
trabalhadores também sofreram. Até hoje os tucanos defendem a
terceirização de todas as áreas, inclusive nas atividades-fim, com
vários projetos no Congresso que praticamente acabam com a CLT e com
a carteira de trabalho. O fator previdenciário é outro mal criado
pelos tucanos, que acabou com a aposentadoria de muita gente”, diz
Jaqueline.

Os tucanos, agora, querem voltar com a mesma
política de desemprego e arrocho salarial que prejudicou tanto os
trabalhadores nos anos 1990. Em recente entrevista para o jornal O
Estado de São Paulo, Armínio Fraga foi enfático: “O salário
mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer
conta. Não apenas o salário mínimo, mas o salário em geral…
Esse é outro tema que precisa ser discutido, sob pena de engessar o
mercado de trabalho”.

Jaqueline destaca que todo eleitor é
livre para votar no candidato que quiser. “Mas é bom se informar e
ver que projeto de sociedade cada candidato defende. Não é a toa
que o meio empresarial e o chamado mercado está com Aécio, enquanto
os trabalhadores organizados estão com Dilma. Isso mostra para quem
cada um vai governar nos próximos quatro anos”, finaliza.

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