O BNDES frustrou
novamente a expectativa dos funcionários durante mais uma rodada de
negociação da campanha salarial, realizada na última sexta-feira,
dia 7. O banco não apresentou nada de novo em relação à última
proposta (leia aqui).
Diante
do impasse nas negociações, os funcionários do BNDES realizam na
próxima quarta-feira, dia 12, uma greve nacional de 24 horas. A
paralisação, em Pernambuco, foi aprovada em assembleia realizada
nesta segunda-feira, dia 10.
Para a secretária de Bancos
Públicos do Sindicato, Daniella Almeida, a greve de 24 horas será
fundamental para pressionar o BNDES e garantir avanços nas
negociações. “Já faz mais de dois meses que entregamos a pauta
de reivindicações dos funcionários para o banco e até agora não
tivemos nenhuma proposta decente de acordo. Sem avanços nas
negociações, vamos fazer esta greve de 24 horas e mostrar para o
banco que estamos dispostos a lutar por nossas demandas”, diz
Daniella.
Entre as principais reivindicações dos bancários
do BNDES está o reajuste de 9% no piso com reflexo em toda curva
salarial, conquistados pelos demais funcionários dos bancos
federais. Os trabalhadores também querem os 12% de reajuste no
tíquete-refeição, garantidos pela Convenção Coletiva dos
Bancários. Além disso, outra demanda importante que ainda não foi
atendida é a implantação do plano de carreira (GEP).
Na
única proposta apresentada pelo BNDES até agora, o banco estabelece
8,5% de reajuste nos salários e nas verbas. A proposta não prevê
nova conquista e não resolve nenhum dos problemas apontados nas
pautas de reivindicações, como o caso do Grupamento C e Anistiados.