
O balanço de 2014 da
Caixa, divulgado nesta quinta-feira (12), mostra que o banco continua
ganhando espaço no mercado. O saldo das operações de crédito
atingiram R$ 605 bilhões, sendo quase R$ 340 bilhões na área
habitacional.
No ano passado, graças principalmente às
taxas de juros competitivas, foram conquistados cerca de 6 milhões
de clientes, o que fez o número de correntistas e poupadores chegar
a 78,3 milhões. Com a competência dos empregados, a Caixa
administra hoje mais de 132 milhões de contas ativas do FGTS.
Para
a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, o balanço mostra
claramente que não há nada que justifique a abertura de capital da
Caixa, como estuda o governo. “O banco lucrou R$ 7,1 bilhões no
ano passado, cerca de 5,5% a mais que em 2013. Os dados mostram que a
abertura de capital da Caixa só interessa ao mercado e aos
especuladores de plantão, que comprometeriam os programas sociais
desenvolvidos pelo banco”, diz Jaqueline.
Ela destaca que,
só no ano passado, a Caixa injetou quase R$ 700 bilhões na
economia, cerca de 13,4% do PIB. “Só os programas sociais, que
transferem renda para os mais pobres, distribuíram R$ 28 bilhões
por meio de 176 milhões de benefícios. Para o trabalhador, foram
pagos R$ 173,5 milhões em benefícios, como seguro-desemprego, abono
salarial e PIS. A Caixa é protagonista dos avanços sociais que o
país tem vivido na última década e precisa continuar 100%
pública”, destaca Jaqueline.
Pagamento da PLR – A
Contraf-CUT e os sindicatos enviaram nesta quinta-feira um ofício ao
presidente do banco, Jorge Hereda, solicitando a antecipação da
segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A
primeira parte, correspondente a 60% do total a que o trabalhador tem
direito, foi paga no dia 20 de outubro do ano passado. Até o momento
a Caixa ainda não se manifestou.
O Acordo Coletivo de
Trabalho 2014/2015 da Caixa estabelece 31 de março como data-limite
para o crédito da segunda parcela da PLR. Na Caixa, a Participação
nos Lucros e Resultados é composta por: regra básica correspondente
a 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93; parcela
adicional de 2,2% do lucro líquido do banco dividido pelo número
total de empregados em partes iguais (até o limite individual de R$
3.675,98); e a PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido,
distribuídos linearmente para todos os trabalhadores. No acordo, a
empresa assegurou pelo menos uma remuneração base para todos.
Tudo que for recebido de PLR (primeira e segunda parcelas)
até o limite de R$ 6.270 está isento de Imposto de Renda. Acima
desse valor, a tributação é escalonada entre 7,5% e 27,5%. “Essa
foi uma conquista muito importante. A luta começou em 2011 e
resultou na MP 597, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2013”,
afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae.