Trabalhadores vão às ruas no 1º de maio contra perda de direitos

Trabalhadores
de todo país prometem um dia com muitos protestos neste 1º de maio.
No Recife, a concentração para a marcha é a partir das 9 horas na
Praça Oswaldo Cruz. O Sindicato participa ativamente. “Estamos
vivendo um cenário de ameaça aos direitos trabalhistas. O projeto
da terceirização recém aprovado pela Câmara dos Deputados é um
exemplo disso. Está em jogo o futuro dos trabalhadores e da
organização sindical. É fundamental que ocupemos as ruas e façamos
marcação cerrada para impedir a aprovação do PL no Senado e no
governo”, afirma a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello.

Ela
lembra que foi a pressão exercida pelos movimentos sindicais e
sociais que conseguiu evitar a votação do projeto em 2013 e anos
anteriores. Foi também essa pressão que conseguiu reverter o voto
de vários deputados. “Esta tentativa de precarizar as relações
de trabalho não é coisa nova. O projeto tramita desde 2004 e
conseguimos evitar sua votação. Infelizmente, temos uma das piores
configurações parlamentares dos últimos tempos e isso ficou
evidente nesta votação. Mesmo assim, ainda conseguimos reverter o
voto de boa parte dos deputados”, complementa Jaqueline.

O
cenário serviu para unificar movimentos sociais e centrais sindicais
que realizam juntos as atividades do 1º de maio em todo o país. São
cerca de 30 entidades, entre as quais as
centrais CUT, CTB e Intersindical, além de organizações dos
movimentos sociais e estudantil: Central dos Movimentos Populares
(CMP), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Marcha
Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB),
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos
Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Além
da luta contra o PL 4330, há outros pontos importantes que serão
lembrados na manifestação. No que diz respeito às perdas
trabalhistas, os movimentos manifestam seu repúdio à
Medida Provisória 664, que muda as regras para a concessão do
auxílio-doença e pensão por morte, e 665, que dificulta o acesso
ao seguro-desemprego e ao abono salarial. “Somos contra qualquer
ajuste fiscal que penalize os trabalhadores, gerando desemprego e
recessão. E defendemos a taxação das grandes fortunas”, ressalta
a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Medeiros.

A
reforma política, com o fim do financiamento empresarial de
campanhas; a defesa da Petrobrás como patrimônio público; e a
democratização dos meios de comunicação também estão entre as
demandas.

Em
Pernambuco, a agenda de mobilizações do Mês do Trabalhador começou
desde o último domingo, 26 de março, com ato de “descomemoração”
pelos 50 anos da Rede Globo. Durante toda a semana, houve atividades
e debates (confira aqui).

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