Um edital de
convocação foi publicado em alguns veículos de comunicação de
Petrolina e região anunciando realização de assembleia no dia 12
pelo sindicato dos bancários local. O objetivo da entidade é
conseguir a abrangência de sua representação, excluindo dez
municípios, além de Petrolina, da base territorial do Sindicato dos
Bancários de Pernambuco.
Caso eles consigam
o seu objetivo, os bancários de Afrânio, Araripina, Cabrobó, Lagoa
Grande, Orocó, Ouricuri, Parnamirim, Salgueiro, Santa Maria da Boa
Vista e Trindade não poderão mais ser representados pelo Sindicato
de Pernambuco, mesmo que queiram. “A gente visitou algumas
unidades, conversou com alguns bancários e quase ninguém está
sabendo de nada. Apenas em duas agências, funcionários citaram que
foram chamados para uma reunião, mas não sabiam que se tratava de
assembleia ou qual o assunto que seria tratado”, afirma o diretor
do Sindicato, Alan Patrício.
Vale ressaltar que
a assembleia foi convocada para a véspera das eleições do
Sindicato. “Não é a primeira vez que acontece isso. A federação
à qual este pessoal faz parte já tentou criar sindicatos até em
dia de carnaval, com assembleias forjadas. O objetivo é, única e
exclusivamente, se apossar do Imposto Sindical obrigatório, já que
eles não tem representatividade”, denuncia o secretário de
Formação do Sindicato, João Rufino.
Segundo Rufino, o
próprio sindicato de Petrolina já cometeu fraudes, como utilização
de abaixo-assinados como lista de presença em assembleias. “A
gente sabe que a maioria dos bancários destes municípios preferem
estar filiados ao Sindicato dos Bancários de Pernambuco. Por isso é
importante que eles tenham atenção e não deixem seu nome em
qualquer abaixo-assinado ou ata de reunião”, alerta Rufino.
A presidenta do
Sindicato, Jaqueline Mello, ressalta que a UGT, central sindical à
qual pertence o sindicato de Petrolina, é favorável ao PL 4330, que
escancara a terceirização, inclusive em atividades-fim. “Estamos
vivendo um cenário de muitas ameaças à organização dos
trabalhadores e não é o momento de nos fragmentarmos, muito menos
às custas de processos anti-democráticos para criação de
sindicatos de fachada. É importante reforçar a unidade para que não
haja qualquer retrocesso ou perda de direitos. ”, afirma.