Trabalhadores de bancos privados se preparam para a ação

Na
última semana de maio, funcionários dos bancos privados reuniram-se
em Encontros Nacionais, realizados em São Paulo. Foram estabelecidas
diretrizes de negociações para as Comissões de Organização dos
Empregados (COEs) do Bradesco, Itaú, Santander e HSBC.

Depois
de uma abertura unificada, os encontros foram divididos por bancos. O
objetivo: somar forças e organizar os trabalhadores, tanto para a
campanha unificada, quanto para as ações específicas de cada
empresa.

Em
cada um dos encontros, representantes do Dieese
(Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos)
apresentaram análises da conjuntura do sistema financeiro nacional
e, em seguida, avaliações da situação do banco em questão.

Segundo
a secretária
de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues, uma das principais
discussões do Encontro dos Funcionários do Bradesco foi sobre a
construção de uma pauta unificada do ramo financeiro.

“Formalmente,
somos cerca de 500 mil bancários no Brasil, mas sabemos que, na
prática, mais de 1,5 milhão de pessoas deveria integrar nossa
categoria, por executarem serviços bancários. Lutamos pela
integração dessas pessoas à nossa categoria”, afirma Suzineide.
Também representaram o Sindicato, nesse Encontro, os diretores
Cláudio da Hora e Luís Higino.

No
Encontro do Santander, entre
as demandas dos trabalhadores está a
unificação nacional do plano de saúde dos funcionários. A
diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramos Financeiro
(Fetrafi), Teresa
Souza, conta que “um grupo de estudos foi formado para estabelecer
um posicionamento nacional em relação ao tema”.

De
acordo com o Dieese, o Santander foi o banco que mais contratou, no
último ano, mas também foi o que mais demitiu. “Isso significa
alta rotatividade, com o objetivo de reduzir
os nossos salários. Não aceitamos isso”, completa Teresa,
que representou o Sindicato no Encontro, junto com os diretores
Helminton Paulo e Eleonora Costa.

No
Encontro dos Trabalhadores do Itaú, os bancários estabeleceram
moções de repúdio à revista íntima nos bancos e à exposição
de funcionários e clientes a sequestros. “Reivindicamos que
agências bancárias sejam abertas e fechadas por empresas
especializadas de segurança, para
que os bancários sejam poupados dessas exposições que põem em
risco suas vidas”, afirma o diretor do Sindicato João Rufino.

O
diretor ressalta ainda que os funcionários rejeitaram a proposta de
plano de saúde apresentada pelo banco,
por restringir o atendimento e o tornar mais caro. Junto com Rufino,
representaram o Sindicato, no Encontro, os diretores Wellington
Trindade e Maria José Leódido.

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