
Cerca
de 2 mil trabalhadores fizeram vigília nesta quarta, 17, em frente
ao Palácio do Planalto para pressionar a presidenta Dilma a
sancionar a proposta chamada 85/95, que altera o cálculo para
concessão de aposentadoria. Apesar dos
protestos, a presidenta vetou o trecho do projeto.
As
centrais prometem pressionar deputados e senadores para impingir uma
derrota a Dilma, derrubando o veto.
A
fórmula proposta pela Câmara dos Deputados propunha que o
trabalhador pudesse
optar pela não incidência do fator previdenciário no cálculo de
sua aposentadoria, quando o total resultante da soma de sua idade e
de seu tempo de contribuição fosse igual ou superior a 95 pontos,
se homem, ou 85, se mulher.
Criado
em 1998 pelo governo FHC, o Fator Previdenciário impede que as
pessoas se aposentem com ganho integral mesmo quando já completaram
o tempo de contribuição, por conta da chamada “tábua de
expectativa de vida”.
A
fórmula 85/95 seguiu para o Congresso depois de intenso debate entre
centrais sindicais, parlamentares e ministros do governo durante o
segundo mandato de Lula, e ficou engavetada desde então.
Ao
invés de aprová-la, como cobravam os trabalhadores, a presidente
propôs uma fórmula progressiva que só começa a vigorar a partir
de 2017 e que acrescenta um ponto tanto para os homens quanto para as
mulheres com o seguinte calendário: 1º de janeiro de 2017; 1º de
janeiro de 2019; 1º de janeiro de 2020; 1º de janeiro de 2021; e 1º
de janeiro de 2022, quando a fórmula passa, então, a ser 90/100.